A história por trás
Death of a Party, segundo o DoReSol
A canção «Death of a Party» surge num momento de profunda redefinição para os Blur, quando a banda decidiu explorar novos rumos sonoros. Esta mudança, impulsionada pelo guitarrista Graham Coxon, levou-os a voltarem-se para o rock independente americano, afastando-se do rótulo «Britpop» que tinha definido os seus trabalhos anteriores, como «Parklife». O álbum homónimo dos Blur, lançado a 10 de fevereiro de 1997, é um reflexo desta busca. As sessões de gravação decorreram em Londres e em Reykjavík, na Islândia, com John Smith como engenheiro de som e Stephen Street na produção. O baterista Dave Rowntree descreveu a música deste período como mais intensa e emotiva, uma mudança palpável em faixas como «Death of a Party», que tem uma duração de 4:34.
Antes desta mudança, a trajetória dos Blur teve início no final dos anos 80 em Colchester, Essex. Lá, Damon Albarn e Graham Coxon lançaram as bases do que viria a ser a banda, à qual mais tarde se juntariam Alex James e Dave Rowntree. Inicialmente, chamavam-se Seymour, um nome que evocava as inclinações literárias de Coxon, mas em 1989, por sugestão da Food Records, adotaram o nome de Blur. O seu primeiro álbum, *Leisure*, lançado em 1991, colocou-os na cena «Madchester», mas Albarn já vislumbrava a necessidade de um som britânico distinto. Assim, com álbuns como «Modern Life Is Rubbish», de 1993, a banda começou a forjar uma identidade irónica sobre a vida na Grã-Bretanha, que culminaria no movimento Britpop. No entanto, após o álbum *The Great Escape*, as relações internas tornaram-se tensas e a banda enfrentou críticas, o que os levou a uma reinvenção estilística que deu origem a *Death of a Party* e ao álbum *Blur*.
Do álbum
Blur
Blur · 1997 · Track 8
Dados
Créditos
Letra Damon Albarn
Música Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James, Dave Rowntree