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A história por trás
Clampdown, segundo o DoReSol
A canção Clampdown, nascida das mentes de Joe Strummer e Mick Jones, foi originalmente concebida como uma peça instrumental intitulada Working and Waiting. Seu título definitivo, Clampdown, que ressoa em sua letra principal, tornou-se um termo que os compositores adotaram para definir a opressão do Establishment, especialmente aquelas vozes reacionárias dos anos 70 que clamavam por medidas de controle governamental e policial contra grevistas, agitadores, beneficiários de auxílios sociais, fãs de futebol e outros grupos percebidos como uma ameaça ao bem-estar social, econômico e moral do Reino Unido. A letra, escrita por Joe Strummer, aborda a renúncia ao idealismo juvenil e um chamado à juventude para desafiar a ordem estabelecida. Sugere-se que o uso das cores "azul e marrom" no vestuário alude aos uniformes dos trabalhadores, integrando-se à ideia de "jovens crentes" absorvidos pelo sistema capitalista, instruídos por aqueles que "trabalham para o clampdown" e que "ensinam nosso discurso distorcido". Outra interpretação aponta para as cores das camisas, remetendo aos Blueshirts da Irlanda dos anos 30 e aos Brownshirts da Alemanha nazista. A canção adverte sobre a armadilha do sistema econômico capitalista, sua ética de trabalho, dívida, poder, posição e estilo de vida conformista, culminando em um refrão que repete "trabalho" e "mais trabalho" enquanto Strummer sussurra "trabalhando para o clampdown", reforçando a visão de Strummer sobre essa ameaça para aqueles que ficam presos no sistema salarial moderno.
Clampdown foi lançada como single em 1980, acompanhada por The Guns of Brixton, e teve distribuição exclusiva na Austrália, com algumas cópias promocionais nos Estados Unidos. A gravação desta peça, juntamente com o restante do álbum London Calling, ocorreu entre agosto e setembro de 1979, com retoques em novembro, nos Wessex Studios em London. O álbum, lançado originalmente como um disco duplo no Reino Unido em 14 de dezembro de 1979, pela CBS Records, e nos Estados Unidos e Canadá em janeiro de 1980, pela Epic Records, marcou uma evolução no som de The Clash. Sob a produção de Guy Stevens, a banda explorou uma fusão de seu som punk rock com influências de reggae, rockabilly, ska, R&B de New Orleans, pop, jazz e hard rock. Joe Strummer, que se declarava socialista, usou a canção para apontar como alguém pode ser pego pelo sistema econômico, oferecendo um aviso contra a entrega total a "o clampdown". O baixista Paul Simonon compartilhou como as oportunidades de trabalho que lhes eram apresentadas após o ensino secundário, como visitas a usinas de energia ou estaleiros navais, não ofereciam nada emocionante ou significativo, mas pareciam limitar suas aspirações a trabalhos manuais. Strummer, ao contrário de Simonon, teve a possibilidade de uma vida mais convencional, mas a percebeu como vazia. A gravação contou com Bill Price como engenheiro de gravação.
Do álbum
London Calling
The Clash · 1979
Dados