Acordes em preparação
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A história por trás
Civil War, segundo o DoReSol
O riff inicial de Civil War não soa como guitarra, mas como um discurso gravado. A voz de Strother Martin em Cool Hand Luke (“o que temos aqui é uma falha na comunicação”) se mistura com um trecho de um militar peruano falando sobre “aniquilação seletiva”, e bem antes de a bateria começar, Slash entra com um solo que já antecipa o tom: não é uma canção de guerra, é uma pergunta incômoda disfarçada de hino. A música avança entre camadas de distorção e coros que soam como uma marcha fúnebre acelerada, mas o que mais surpreende é como a letra não fala de batalhas distantes, mas do que deixa para trás: “alimenta os ricos e enterra os pobres”. A frase final, “o que há de civil na guerra?”, não é um encerramento, é um golpe seco que ecoa depois de quatro solos de guitarra, o último deles um dos mais longos e caóticos que Slash já gravou com a banda.
A canção nasceu como um exercício nos sound checks da turnê de Appetite for Destruction. Slash carregava um riff na cabeça havia meses, testando-o antes de cada show no Japão; Axl Rose acrescentou um par de versos soltos inspirados em uma manifestação dos anos 60 que viu quando criança com a mãe, e Duff McKagan terminou de compor a letra depois de marchar pelos direitos civis. Gravada em 1990 para um disco beneficente rumo à Romênia, acabou em Use Your Illusion II como abertura, bem antes de Steven Adler tocar pela última vez com a banda. Mike Clink, o engenheiro de som, mixou tudo ao vivo com Bill Price, e o resultado é uma música que começa lenta, com ecos de When Johnny Comes Marching Home, mas que no minuto dois explode em um ritmo que lembra mais You Could Be Mine do que qualquer balada antibélica da época. Durou sete minutos e quarenta e dois segundos, tempo suficiente para o público gritar toda vez que Axl repetia “o que há de civil na guerra?”.
Do álbum
Use Your Illusion II
Guns N’ Roses · 1991 · Track 1
Dados