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A história por trás
Balla Linda, segundo o DoReSol
Quando Lucio Battisti e Mogol uniram forças para criar Balla Linda, não deram vida apenas a uma canção, mas a uma história que se desenrola com uma narrativa particular. No início, a letra apresenta Linda de uma maneira pouco convencional, destacando seus supostos defeitos e comparando-a a um relacionamento anterior que deixou o protagonista desiludido. No entanto, a canção evolui, e o que começa com melancolia se transforma em um convite entusiasmado para dançar. É como se, à medida que a peça avança, a lembrança do negativo se desvanecesse para dar lugar à pura alegria que Linda representa, uma pureza que alguns compararam à leveza de viver que Nietzsche explorou.
A gestação de Balla Linda teve suas particularidades. Battisti começou a dar forma musical entre o final de 1967 e o início de 1968, chegando a ter um título provisório bastante peculiar: *Testicolo pulito*. Foi em fevereiro de 1968 que a música tomou sua forma definitiva e Mogol contribuiu com a letra, consolidando o título que conhecemos hoje. Houve interesse de Maurizio Vandelli e sua Equipe 84 em interpretá-la, mas Battisti decidiu reservá-la para si. Apesar de hoje poder soar como uma peça mais tradicional, na época foi um som distintivo, tanto que a gravadora Ricordi sugeriu torná-la mais convencional, pedindo até para modificar um verso para que se encaixasse melhor nas rimas esperadas. No entanto, Battisti manteve-se firme em sua visão. O arranjo final ficou a cargo de Mariano Detto, que também propôs que Battisti tocasse uma parte crucial de piano, apesar de suas dúvidas iniciais com o instrumento, porque acreditava que sua interpretação traria uma sonoridade única. A gravação ocorreu nos estúdios Ricordi em Milano, em várias sessões entre março e abril de 1968, incluindo a base rítmica, cordas, sopros, coros e a voz principal, culminando no complicado processo de mixagem que foi interrompido por uma avaria técnica.
Do álbum
Lucio Battisti
Lucio Battisti · 1969
Dados