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A história por trás
At the Zoo, segundo o DoReSol
Esta canção surgiu como uma homenagem musical a Nova Iorque, mas acabou por ser muito mais do que isso. Paul Simon compôs-a com um ritmo que oscila entre o divertido e o reflexivo, como se a viagem ao jardim zoológico que narra tivesse os seus próprios altos e baixos. Começa em Lá Maior, mas logo desce um tom para Sol Maior, dando a sensação de que o narrador — e o ouvinte — se adaptam ao local a que chegam. A letra brinca com imagens de animais humanizados: um leão que parece um político, um macaco que fuma cachimbo, um urso que se queixa do trânsito. Não é apenas uma lista de espécies, mas um olhar irónico sobre a forma como o ser humano projeta as suas próprias excentricidades no que o rodeia.
A canção foi gravada em janeiro de 1967, em sessões que duraram menos de um dia, e um mês depois já estava nas rádios. Em fevereiro, foi lançada como single, com «The 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy)» no lado B, e em menos de três meses subiu até ao 16.º lugar da Billboard Hot 100. Os críticos da época destacaram-na pela sua letra engenhosa e pela sua estrutura rítmica, com meios de comunicação como a Cash Box a descrevê-la como «alegre e cativante» e a Record World a caracterizá-la como «estranha, mas cheia de energia». Embora tenha sido composta para uma cena no Jardim Zoológico de São Francisco no filme «The Graduate», a canção nunca chegou a ser utilizada na película. Mais tarde, na década de 70, a música foi licenciada para promover jardins zoológicos como o do Bronx e o do Oregon, ganhando uma segunda vida fora do álbum. Existe até uma versão alternativa num bootleg, em que a letra abandona completamente o tema dos animais e fala de um músico que regressa e percebe que a sua parceira mudou.
Do álbum
Bookends
Simon & Garfunkel · 1968
Dados