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Kill ’Em All

por Metallica · Álbum Kill ’Em All

(Anesthesia) – Pulling Teeth

Duração 4:15

Acordes em preparação

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Do álbum

Kill ’Em All

Kill ’Em All

Metallica · 2016

Dados

Duración4:14
ÁlbumKill ’Em All
Año2016
ISRCUSEE19900915

A história por trás

Quando você mergulha em *Anesthesia – Pulling Teeth*, você se depara de repente com a audácia de um baixista que não se conforma. Isso não é apenas uma música, é a carta de apresentação de Cliff Burton, mostrando um estilo de "baixo líder" que quebrava moldes. Você ouve como ele usa distorção pesada, o pedal wah-wah e técnicas como tapping – coisas que não eram vistas com frequência em um baixo. De fato, é a primeira faixa instrumental que eles gravaram e a única em seu álbum de estreia, Kill 'Em All, onde Burton aparece como compositor. É interessante notar que Lars Ulrich não tem crédito de composição aqui, nem James Hetfield, o que ressalta a autoria de Cliff.

A história de como ele se tornou parte do Metallica tem suas raízes em 1981, quando Cliff Burton já experimentava com seu som em uma banda chamada Agents of Misfortune, compartilhando o palco com Jim Martin, que mais tarde seria guitarrista do Faith No More. Já naquela época, em apresentações como a "Battle of the Bands" do Hayward Area Recreation Department, era possível ver Burton tocando trechos do que se tornariam *Anesthesia – Pulling Teeth* e a introdução de *For Whom the Bell Tolls*. Ao se juntar ao Metallica em 1983, ele trouxe consigo essa energia e essa abordagem única, tornando esse solo de baixo uma peça chave em seus shows. James Hetfield, em uma conversa para a Bass Player em janeiro de 2025, lembrava como Cliff sempre buscava ir além, explorando o braço do instrumento e fazendo certas notas ressoarem com uma força particular, sem que ninguém tentasse limitá-lo. Para a gravação de Kill 'Em All, Burton usou principalmente seu baixo Rickenbacker 4001. A forma como *Anesthesia – Pulling Teeth* foi gravada é tão particular quanto o som. Cliff Burton insistiu em gravá-la sozinho, em uma sala vazia, enquanto os técnicos esperavam lá embaixo. Ele fez em uma única tomada, após cerca de vinte minutos de preparação. Kirk Hammett, guitarrista do Metallica, relatou para a Metal Hammer como viu Cliff se isolar naquela sala, concentrado em obter o som perfeito, chegando a pedir que ele se retirasse pouco antes de gravar. O engenheiro Chris Bubacz introduziu a tomada como "Solo de baixo, tomada um", confirmando sua natureza espontânea. A primeira parte da música mostra a influência da música clássica em Burton, com arpejos que lembram Bach. Após uma breve pausa, Lars Ulrich se junta com a bateria, marcando o início de um final mais potente e livre, com um estilo que parece improvisado.