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🇬🇧 Reino Unido · 1969 — presente

Supertramp

Supertramp é aquele som de um piano elétrico Wurlitzer tocando em um bar de estrada às três da manhã, com um saxofone que se insinua entre os acordes como um convidado inesperado. A banda nasceu em 1969 quando Rick Davies, um tecladista com raízes no blues e no jazz, convenceu Stanley August Miesegaes —um milionário holandês— a financiar um projeto musical. Junto a ele se juntou Roger Hodgson, um jovem com formação clássica, mas inclinado ao pop, e juntos encontraram um equilíbrio estranho: Davies trazia a escuridão dos acordes menores, Hodgson, a luminosidade das melodias cativantes. O grupo passou por várias formações antes de se consolidar em 1973 com uma seção rítmica estável —Dougie Thomson no baixo, Bob Siebenberg na bateria e John Helliwell no saxofone—, que lhes deu aquele ar de banda ao vivo com camadas de som bem definidas.

A virada chegou em 1974 com Crime of the Century, seu terceiro disco e o primeiro gravado com essa formação. Até então, seus dois primeiros álbuns haviam passado despercebidos, mas esse trabalho os catapultou: misturava a ambição do rock progressivo com estruturas mais acessíveis, e canções como Dreamer ou Bloody Well Right demonstraram que podiam soar tão bem em um estádio quanto no rádio. O salto definitivo ocorreu cinco anos depois com Breakfast in America, um disco que vendeu mais de vinte milhões de cópias e os levou ao topo das paradas em países como Canadá, Estados Unidos e França. Músicas como The Logical Song ou Goodbye Stranger se tornaram hinos sem pretensões, com aquele Wurlitzer que parecia cantar sozinho e letras que brincavam com a ironia e a nostalgia. Na época, já não eram uma banda de culto, mas um fenômeno massivo.

2 Álbuns
18 Músicas
2,2M Ouvintes/mês

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2 álbuns · 1974 — 1979

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Dados, prêmios, membros e mais

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Biografia

Após a saída de Hodgson em 1983 —que deixou a banda para criar os filhos—, Davies assumiu a liderança e explorou sons mais experimentais, como em Brother Where You Bound (1985), onde o rock progressivo recuperou protagonismo com solos de saxofone e estruturas longas. Nos anos 90, após uma pausa, voltaram com Some Things Never Change (1997), um retorno às raízes pop-rock que incluiu músicos como Carl Verheyen e Mark Hart, consolidando seu estilo como um híbrido entre o acessível e o sofisticado. Embora nunca tenham alcançado novamente o sucesso comercial de Breakfast in America, sua música continuou a ressoar em turnês como a de 2015, onde celebraram quatro décadas de carreira com o mesmo espírito que os definiu: canções que soam como viagens de estrada, madrugadas compartilhadas e a magia de um piano que nunca para de tocar.

Dados

Nascimento
1 jan 1969
País
🇬🇧 Reino Unido
Gênero
Rock progressivo

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