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🇸🇪 Suécia · 1986 — presente

Roxette

Roxette não foi um projeto pensado para soar como os outros. Quando Per Gessle e Marie Fredriksson se uniram em 1986, já traziam anos de experiência na cena sueca: ele como líder do Gyllene Tider —uma banda que, em seus primeiros anos, vendeu mais de 150 mil cópias por disco na Suécia— e ela como cantora solo com vários álbuns no currículo. Mas o que começou como uma colaboração para o single Neverending Love acabou sendo o primeiro passo de um som que, anos depois, cruzaria fronteiras sem precisar de adaptações. Sua música funcionava igualmente em um bar de Estocolmo quanto em uma rádio de Los Angeles, e isso se notava na forma como construíam as canções: melodias diretas, letras que não se perdiam em metáforas desnecessárias e uma produção que equilibrava o pop com o rock sem cair em modas passageiras.

O salto real chegou em 1988 com Look Sharp!, um disco que os levou de serem conhecidos em seu país a dominar as paradas globais. Duas canções desse álbum —The Look e Listen to Your Heart— se tornaram números um na Billboard Hot 100, algo incomum para um duo que cantava em inglês mas não era de língua inglesa. O truque não estava em imitar os outros, mas em tomar o rock sueco dos anos 80 —aquele som cru, com guitarras que cortavam como lâminas— e misturá-lo com estruturas pop que prendiam desde a primeira nota. Depois veio Joyride (1991), seu álbum mais vendido, com mais de onze milhões de cópias. A turnê que se seguiu, Join the Joyride!, os levou a tocar para mais de um milhão e meio de pessoas, mas o mais interessante não eram os números, e sim como cada show soava diferente: a mesma lista de canções, mas com arranjos que variavam noite após noite, como se a banda improvisasse dentro de um molde perfeito.

3 Álbuns
40 Músicas
1,9M Ouvintes/mês

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3 álbuns · 1986 — 1991

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Biografia

A pausa de 2002 a 2009, devido ao diagnóstico de tumor cerebral de Fredriksson, os obrigou a repensar tudo. Quando voltaram, já não eram os mesmos: Charm School (2011) e Good Karma (2016) tinham um ar mais reflexivo, como se tivessem assimilado o tempo e a distância. Fredriksson já não podia sair em turnê, mas Gessle manteve o nome vivo com o PG Roxette e, desde 2024, com uma nova fase usando Lena Philipsson como voz principal. O curioso é que, mesmo após décadas, sua música continua soando fresca: quatro números um na Billboard Hot 100, dezenove sucessos no top 40 do Reino Unido e certificações milionárias na Alemanha e nos Estados Unidos. Não precisaram se reinventar a cada ano; simplesmente deixaram que seu som —aquele pop-rock com gancho e sem pretensões— continuasse sendo seu melhor cartão de visita.

Dados

Nascimento
1 jan 1986
País
🇸🇪 Suécia
Gênero
Pop

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