Início · Artistas · Natalia Lafourcade

🇲🇽 México · 1998–presente

Natalia Lafourcade

Natalia Lafourcade não soa como ninguém mais. Sua voz, que se move entre o sussurro e o arrulho, é acompanhada por arranjos que misturam desde a bossa nova até o rock, passando por sons latinos que parecem tirados de um disco dos anos 60. Não é só a técnica — flauta, piano, violão, saxofone — que define sua música, mas essa capacidade de fazer o clássico e o moderno conviverem sem forçar. Desde seus primeiros passos, quando ainda imitava Gloria Trevi ou os Garibaldi, já se notava que seu som vinha de um lugar diferente: não buscava imitar, mas sim fundir.

Em 2002, com seu álbum de estreia, mostrou que podia ser solista sem precisar de uma banda atrás. Produzido por Aureo Baqueiro na Itália, o disco reunia rock, pop e ritmos latinos em canções como En el 2000 ou Elefantes. Mas foi em 2005, com Casa — ao lado de La Forquetina e sob a produção de Emmanuel del Real do Café Tacuba — que deu uma guinada mais roqueira sem perder aquela essência melódica que a caracteriza. Aquele ano marcou um antes e um depois: deixou a banda para se concentrar novamente em sua carreira solo, mas com a maturidade de quem já sabe o que quer.

1 Álbuns
12 Músicas
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1 álbum · 2025

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Biografia

Em 2015, Hasta la raíz a consolidou como uma das vozes mais importantes do México. O álbum, que misturava boleros, sons veracruzanos e até um toque de bossa nova, lhe rendeu prêmios e reconhecimento, mas acima de tudo, a conectou com um público que ia além do comercial. Canções como Hasta la raíz ou Nunca es suficiente — esta última, ultrapassando a marca de um bilhão de visualizações no YouTube — demonstraram que sua música não precisa de etiquetas para ser universal. Mais tarde, os volumes de Musas (2017 e 2018) a levaram a explorar o cancioneiro tradicional mexicano, de Agustín Lara a María Grever, mas sempre com sua marca pessoal. E em 2020, com Un Canto por México, não só gravou um disco, mas um documento de resistência cultural, registrado ao vivo durante a pandemia e repleto de colaborações com artistas como Los Ángeles Azules ou Mon Laferte.

Em 2017, ao lado de Miguel, interpretou Recuérdame nos Prêmios da Academia, aquela canção que se tornou um hino de Coco. Não foi um momento qualquer: foi a confirmação de que sua música transcende fronteiras, dos palcos mais íntimos às cerimônias mais assistidas do mundo. E embora tenha trabalhado com figuras como Juan Gabriel, Jorge Drexler ou Portugal. The Man, sempre consegue que o peso dessas colaborações não ofusque sua voz, mas sim a potencialize.

Dados

Nacimiento
26 feb 1984
País
🇲🇽 México
Género
folk pop

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Latin Grammy

Selos discográficos

Sony Mexico

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