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Biografia
Com Melodrama (2017), ela deu um passo adiante. Gravado entre turnês e noites de insônia, o disco capturou aquela sensação de estar à beira da vida adulta: a euforia, a vertigem e a nostalgia por algo que nem sequer foi perdido. Músicas como "Green Light" ou "Liability" não seguem estruturas pop convencionais; em vez disso, fluem como conversas interrompidas, com mudanças de ritmo que surpreendem até depois de cem audições. O álbum estreou em primeiro lugar na Billboard 200 e acabou incluído na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, mas o mais interessante não são os recordes, e sim como ela conseguiu que uma produção tão íntima soasse épica sem perder sua essência.
Depois veio Solar Power (2021), uma guinada inesperada para o folk psicodélico e violões acústicos, como se tivesse decidido se desconectar de tudo ao seu redor. As críticas se dividiram: alguns o celebraram como uma evolução audaciosa; outros o viram como um passo em falso. Mas até em seus momentos mais polêmicos, Lorde mantém uma coerência que poucos artistas conseguem. Sua última obra até agora, Virgin (2025), retorna ao eletrônico, mas com uma maturidade que só se ganha após anos de experimentar — e errar.
Não é comum uma artista acumular dois Grammys, dois Brit Awards e uma indicação ao Golden Globe antes dos 30, mas o caso de Lorde vai além dos prêmios. É essa capacidade de fazer com que uma música como "Royals" — com sua crítica à obsessão pelo luxo — se torne um hino global sem perder sua mordacidade. Ou como, em Melodrama, transforma a dor de um amor não correspondido em algo tão vibrante que dói menos ouvi-lo. Não precisa se autoproclamar gênio: seus discos, suas letras e até o silêncio entre projetos já gritam isso.
Dados
- Nascimento
- 7 nov 1996
- País
- 🇳🇿 Nova Zelândia
- Gênero
- alternative pop
Prêmios e reconhecimentos
-
Grammy
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Brit Awards
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MTV Video Music Award