Início · Artistas · Chris Isaak

🇺🇸 Estados Unidos · 1978–presente

Chris Isaak

O som de Chris Isaak é instantaneamente reconhecível: guitarras com eco arrastando o rockabilly para um território mais sombrio, vozes esticadas como borracha entre um sussurro e um grito, e melodias que equilibram o blues com o pop dos anos 50. Não é um revival nostálgico, mas uma reinvenção onde o vintage soa fresco porque soa como ele: como se Elvis Presley tivesse gravado um disco num estúdio da Sunset Boulevard no final dos anos 80, com a reverb tão alta que o ar vibra. Seu estilo não se define por gêneros, mas por sensações: o perigo em Baby Did a Bad Bad Thing, a melancolia em Blue Hotel, a tensão sexual em Wicked Game. Não é música para dançar, mas para sentir o peso de cada nota, como se cada acorde carregasse um segredo.

A reviravolta chegou em 1990, quando Wild at Heart, de David Lynch, deu uma segunda vida a Wicked Game. A versão instrumental já havia passado despercebida em Heart Shaped World (1989), mas o DJ Lee Chesnut, de Atlanta, a descobriu no filme e a transformou em um sucesso nacional. O vídeo, em preto e branco, com Isaak e Helena Christensen enrolados na areia, tornou-se um ícone da MTV: sensualidade crua sem cair no vulgar, como se o rockabilly tivesse encontrado seu lado mais perigoso. Na época, ele já não era apenas um músico com estilo retrô, mas um artista que entendia o poder da imagem e do timing.

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1 álbum · 1991

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Biografia

Antes disso, em 1987, seu segundo álbum —Chris Isaak— o colocou no radar. Gravado com músicos de estúdio, o disco misturava baladas folk com R&B sofisticado, mas foi a capa, fotografada por Bruce Weber, que definiu sua estética: ternos justos, cabelo engomado e um olhar que prometia mais do que dizia. Três anos depois, Heart Shaped World consolidou seu som: Wicked Game como hino, Blue Hotel como balada que soa como despedida, e Somebody’s Crying como um lamento que não se esquece. Mais tarde, em 1999, Baby Did a Bad Bad Thing entrou em Eyes Wide Shut, de Kubrick, dando-lhe uma aura de mistério que poucos temas conseguem. E embora também tenha experimentado a atuação — de Twin Peaks ao seu próprio show na Showtime —, sua música sempre foi o centro: uma ponte entre o rock de garagem e o glamour dos anos 50, com a voz de Isaak como único fio condutor.

Dados

Nascimento
26 jun 1956
País
🇺🇸 Estados Unidos
Gênero
Pop rock

Selos discográficos

Vanguard

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