Dois temas se destacam acima do restante: Espresso e Please Please Please. O primeiro se tornou seu primeiro número um na Billboard Hot 100, e não é difícil entender por quê: o riff de guitarra que abre a canção é viciante, quase como um café que não se consegue largar. Please Please Please, por sua vez, brinca com um ritmo que lembra os anos 2000, mas com um toque moderno, e seu refrão é daqueles que ficam ecoando na cabeça horas depois de ouvi-lo. Ambas as canções não só dominaram as paradas, como também lhe renderam dois prêmios no Grammy Awards naquele mesmo ano.
Por trás deste álbum há um detalhe técnico que vale a pena mencionar: Carpenter trabalhou com produtores que lhe deram liberdade para experimentar sons mais orgânicos, chegando a usar instrumentos ao vivo em várias faixas. Isso se nota em canções como Sharpest Tool, onde o baixo e a bateria soam mais presentes do que em seus trabalhos anteriores. Além disso, o disco não só foi um sucesso comercial —alcançando o primeiro lugar na Billboard 200—, como também marcou um antes e depois em sua carreira, afastando-se da sombra de seu passado na televisão para se consolidar como uma artista com voz própria.