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Disintegration 1989
Álbum · por The Cure ↗ Ver artista

Disintegration

Quando Robert Smith e The Cure se dispuseram a gravar Disintegration, o ambiente era de certa tensão. Vinham de um sucesso comercial retumbante com Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, uma turnê mundial e uma popularidade que Smith achava desconfortável. A pressão para seguir essa linha pop chocava-se com o seu desejo de voltar às raízes mais sombrias e reflexivas do grupo, aquelas que haviam definido o seu som no início dos anos oitenta. Essa dualidade, somada a um certo desconforto pessoal ao aproximar-se dos trinta anos, influenciou muito a atmosfera do álbum. Gravaram o disco entre o final de 1988 e o início de 1989 nos Hookend Recording Studios, em Oxfordshire, com David M. Allen como coprodutor. O resultado foi um trabalho que recuperava o som introspectivo e gótico que os caracterizava, mas com uma profundidade e uma produção que o tornavam único.

Ano
1989
Músicas
12
Duração
60 min 27 seg
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10 música|s

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# Título Disponível

Sobre o álbum

Disintegration, segundo o DoReSol

O processo criativo foi marcado pela introspecção de Smith. Sentindo a iminência de completar trinta anos, ele dedicou-se à composição de temas que refletiam essa inquietação. De fato, o material inicial que escreveu tomou uma forma bastante sombria, algo que ele mesmo atribuiu a essa sensação de envelhecer. A banda reuniu-se, compartilhou demos e gravou um total de 32 canções na casa do baterista Boris Williams, das quais 12 formariam o álbum final. Apesar da seriedade das letras e do conceito, quem esteve lá lembra que o ambiente no estúdio não era sombrio; pelo contrário, houve momentos de risos e camaradagem, mesmo enquanto gravavam temas como Disintegration.

Disintegration tornou-se o álbum mais bem-sucedido do grupo até então, alcançando o terceiro lugar nas paradas do Reino Unido e o décimo segundo lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos. Dele surgiram singles muito reconhecidos como Lovesong, que chegou ao número dois na Billboard Hot 100, e outros como Lullaby, Fascination Street e Pictures of You. Este álbum continua sendo o seu disco mais vendido mundialmente e é considerado por muitos como a culminação das explorações sonoras que The Cure havia realizado ao longo de toda a década de oitenta.