Acordes em preparação
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A história por trás
Touch the Fire, segundo o DoReSol
Touch the Fire não soa como mais uma música do Icehouse. A batida inicial de bateria, aquela linha de baixo enrolando-se na primeira medida e a voz do Iva Davies entrando em um fraseado quase sussurrado antes de explodir no refrão criam uma tensão que só se resolve no final. Há algo na estrutura que lembra um coração acelerado: os versos avançam com calma, mas o refrão irrompe como uma batida forte e sustentada, apoiado por guitarras que cortam o ar sem jamais perder a elegância. Não é uma música para ouvir de fundo; exige atenção, como se cada nota tivesse um peso específico.
Gravam-na em um momento em que o Icehouse já não era uma banda de culto na Austrália, mas tampouco o fenômeno massivo que havia sido anos antes. O álbum Great Southern Land, onde foi incluída, lançou-se em outubro de 1989 como uma coletânea com duas canções novas: esta e Jimmy Dean. Touch the Fire alcançou a 13ª posição nas paradas de *singles* da Austrália, um retorno discreto, mas com personalidade. Durava 3 minutos e 48 segundos, tempo suficiente para que o riff de guitarra e o baixo se entrelacem sem cansar, como se a música soubesse exatamente quando parar. As versões do disco variavam conforme o mercado: na Austrália e na Nova Zelândia, saiu em vinil duplo, fita cassete ou CD com 16 faixas; nos Estados Unidos, por outro lado, a edição da Chrysalis Records reduzia a lista a 10 ou 11 músicas, mas sempre reservando espaço para este corte. Não era um disco feito para bater recordes, mas para lembrar por que aquela banda havia chamado a atenção pela primeira vez.
Do álbum
Great Southern Land
Icehouse · 1989 · Track 1
Dados