A história por trás
The Scientist, segundo o DoReSol
Quando Chris Martin se sentou em frente a um piano desafinado em Liverpool, ele não procurava compor um hino. Estava tentando desvendar uma melodia de George Harrison, especificamente "Isn't It a Pity", mas algo não fluía. Nesse momento de frustração criativa, uma sequência de acordes se apresentou a ele, uma combinação que lhe pareceu "charmosa". Ele decidiu gravar o que surgia, e dessa improvisação nasceu a base de "The Scientist". A canção, que se tornaria um pilar do seu segundo álbum, A Rush of Blood to the Head, estrutura-se sobre uma balada de piano, com uma letra que explora a complexidade das relações, a rendição e a busca por um ponto de partida no amor. A instrumentação enriquece-se gradualmente, somando a voz principal, a banda completa após o primeiro refrão, arranjos de cordas, guitarra acústica e uma percussão pausada, culminando num solo de guitarra elétrica de Jonny Buckland.
O lançamento de "The Scientist" como single teve um percurso interessante. No Reino Unido, chegou a 11 de novembro de 2002, alcançando o décimo lugar nas paradas. No entanto, nos Estados Unidos, a sua gravadora considerou que a canção não tinha a energia esperada para o público americano, optando por lançar "Clocks" como segundo single lá. Ainda assim, "The Scientist" teve o seu momento nas paradas norte-americanas, chegando ao décimo oitavo lugar no Billboard Modern Rock Tracks e ao trigésimo quarto no Adult Top 40. A recepção crítica foi muito favorável, destacando especialmente o distinto riff de piano e o uso do falsete por parte de Chris Martin. O videoclipe, por sua vez, recebeu três MTV Video Music Awards, graças à sua inovadora narrativa inversa. A canção manteve-se como uma peça fundamental nos concertos de Coldplay desde a sua aparição em 2002.
Do álbum
A Rush of Blood to the Head
Coldplay · 2002 · Track 4
Dados
Créditos
Música Will Champion, Jon Buckland, Guy Berryman, Chris Martin