A história por trás
That Ole Devil Called Love, segundo o DoReSol
Esta canção, *That Ole Devil Called Love*, tem uma história interessante que vai além da sua melodia. Foi escrita em 1944 por Allan Roberts e Doris Fisher. A primeira vez que a ouvimos gravada foi em 1945, como o lado B do sucesso de Billie Holiday, *Lover Man*. Billie Holiday, nascida Eleanora Fagan Gough na Filadélfia em 1915, é uma figura fundamental na história do jazz, conhecida pelo seu estilo único e pela sua profunda expressividade. Apesar de não ter formação musical formal, aprendeu ouvindo gigantes como Bessie Smith e Louis Armstrong. A sua vida foi marcada por dificuldades desde muito jovem, mas encontrou no canto uma forma de expressão e sustento, começando a sua carreira na década de 1930.
Décadas depois, em 1985, a canção ressurgiu com uma nova versão interpretada por Alison Moyet. Esta reinterpretação, produzida por Pete Wingfield, teve um grande impacto, alcançando o primeiro lugar na Nova Zelândia durante três semanas e o número 2 no Reino Unido, onde permaneceu nas tabelas por dez semanas. Alison Moyet, cuja carreira descolou após o sucesso do seu álbum de estreia *Alf*, sugeriu gravar *That Ole Devil Called Love* como um single adicional para oferecer algo novo aos seus fãs, em vez de lançar outro tema do seu álbum. A promoção deste single incluiu um videoclipe dirigido por Vaughan Arnell e Anthea Benton. A repercussão desta versão levou Moyet a comentar em 2004 que sentia uma pressão para se tornar uma espécie de diva do jazz. A crítica da época, como Marshall O'Leary da *Smash Hits*, descreveu-a como uma peça "melosa" ideal para momentos íntimos, enquanto Peter Trollope do *Liverpool Echo* previu que seria outro grande sucesso. Ao longo do tempo, outros artistas como Tony Bennett, Ella Fitzgerald e Diane Schuur também gravaram as suas próprias interpretações desta peça.
Do álbum
Lover Man
Billie Holiday · 2005 · Track 2
Dados
Créditos
Música Allan Roberts, Doris Fisher, Kurt Weill