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A história por trás
Take Me Out, segundo o DoReSol
Há algo fascinante em como a estrutura de *Take Me Out* parece desafiar as convenções. A música começa com uma energia frenética, quase como se estivesse desconstruída, com as notas de um acorde apresentadas individualmente, uma ideia que tomou forma inspirada pelo som de Giorgio Moroder. Em seguida, de repente, tudo desacelera, adotando um ritmo mais pausado com padrões de hi-hat e caixa que lembram a música disco. Essa dualidade, essa mudança abrupta de tempo no meio da música, foi uma decisão deliberada da banda. Alex Kapranos explicou que as partes mais rápidas soavam melhor no início e as mais lentas no final, e que eles não conseguiam encaixá-las de forma tradicional. A solução foi, basicamente, colocar todas as estrofes no início e depois diminuir a velocidade para as partes do refrão, uma forma de abordar a composição que, segundo ele, era "um pouco a maneira errada de fazer". A influência do blues, particularmente de Howlin' Wolf, pode ser ouvida na forma como as guitarras e os vocais dialogam, criando um padrão de chamada e resposta.
A gravação de *Take Me Out* no Gula Studion em Malmö, Suécia, sob a produção de Tore Johansson, teve uma abordagem muito direta. As mudanças de tempo, por exemplo, foram registradas ao vivo, sem edições posteriores para corrigi-las. Johansson buscava um som orgânico, mas com uma sensação industrial, como se estivesse dentro de uma grande oficina, utilizando efeitos de eco para alcançar essa atmosfera. Até mesmo o som dos pratos, capturado no momento exato em que eram atingidos, foi inspirado na contundência de bandas como Queen. O resultado dessa gravação, que foi lançada como segundo single em 12 de janeiro de 2004 no Reino Unido e 12 de abril de 2004 nos Estados Unidos pela Domino Records, foi um sucesso notável. Alcançou o terceiro lugar na lista de singles do Reino Unido e o terceiro na lista Billboard Modern Rock Tracks nos Estados Unidos, além de figurar na Billboard Hot 100. A música foi reconhecida como o melhor single de 2004 pela pesquisa Pazz & Jop do The Village Voice e liderou a lista Hottest 100 da rádio jovem australiana Triple J naquele mesmo ano. O videoclipe, dirigido por Jonas Odell, complementa essa energia com uma animação que mistura elementos dadaístas, figuras vintage e maquinaria, evocando o estilo de Terry Gilliam. Alex Kapranos descreveu as influências do vídeo como o dadaísmo, os filmes de Busby Berkeley e a propaganda soviética, buscando que fosse uma peça que mantivesse o espectador cativado.
Do álbum
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand · 2004
Dados