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A história por trás
Sweet Thing, segundo o DoReSol
Quando você mergulha em *Sweet Thing*, encontra uma melodia que parece flutuar, quase como se fosse pintada com aquarela. É uma daquelas peças que te convidam a fechar os olhos e se deixar levar pela sensação. A linha de baixo de Richard Davis é fundamental aqui, criando um pulso suave e constante que sustenta toda a peça, enquanto a voz de Van Morrison desliza com uma leveza que evoca imagens de passeios na chuva e conversas íntimas. O autor Erik Hage aponta que Morrison recorre à natureza como um espelho dos sentimentos internos do amor, conectando-se com essa tradição da poesia romântica inglesa. As letras tecem imagens de pular sebes, observar barcos e andar de mãos dadas, tudo sob a ideia de um "jardim encharcado de chuva". Essa repetição expressiva, esse "my, my, my, my, my sweet thing", é uma marca registrada de sua forma de transmitir emoções.
Esta canção, *Sweet Thing*, foi gravada em 15 de outubro de 1968, nos Century Sound Studios em New York City, com Lewis Merenstein como produtor. Fez parte das últimas sessões para o álbum Astral Weeks. Ao contrário de outras canções do disco, que olham para o passado, *Sweet Thing* é percebida como um olhar para o futuro. É descrita como efervescente e uma meditação musical, um contraste com o tom mais introspectivo do resto do álbum. A mistura de gêneros, que inclui folk, jazz e blues, se afasta dos sucessos pop anteriores de Morrison, como *Brown Eyed Girl* de 1967. Curiosamente, *Sweet Thing* é a única faixa de Astral Weeks que apareceu na compilação de 1990, The Best of Van Morrison, e também fez parte de Astral Weeks Live at the Hollywood Bowl, lançado em 2009.
Do álbum
Astral Weeks
Van Morrison · 1968
Dados
Créditos
Música Van Morrison