Acordes em preparação
Ainda não analisamos o áudio desta música. Quando estiver pronto, você verá o player de acordes sincronizado com o vídeo.
A história por trás
Sometimes I’m Happy, segundo o DoReSol
Sometimes I’m Happy é uma daquelas canções que soam como Billie Holiday mesmo antes de ela começar a cantar. Gravada em 1958, quando sua voz já estava marcada pelo tempo mas não pela derrota, esta peça curta — de pouco mais de dois minutos e meio — captura algo que poucos temas de seu repertório conseguem: a leveza sem cair no superficial. Não é uma valsa alegre nem um swing desenfreado, mas aquela mistura de melancolia e sorriso que só ela sabia tecer com uma frase ou um suspiro. O piano de fundo, quase sussurrando, e o acompanhamento de cordas lhe dão um ar íntimo, como se ela estivesse cantando para alguém que conhece cada rachadura de sua alma.
O disco Lady in Satin chegou em um momento em que o jazz já não era seu único palco. Billie havia passado por anos difíceis, mas nesta gravação — produzida por Irving Townsend e com a técnica de Fred Plaut — nota-se que ela buscava algo diferente. Não era o som de suas primeiras décadas, quando gravava com pequenos grupos de Teddy Wilson ou com Louis Armstrong. Aqui o arranjo é mais denso, quase como se quisesse provar que podia navegar entre o clássico e o moderno sem perder sua essência. O álbum foi o penúltimo que completou em vida; sua última obra, Last Recording, foi lançada meses após sua morte em 1959. Mas esta canção, em particular, não soa como um adeus. Soa como alguém que, apesar de tudo, ainda encontra motivos para sorrir.
Do álbum
Lady in Satin
Billie Holiday · 1958 · Track 2
Dados
Créditos
Letra Vincent Youmans
Música Irving Caesar