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A história por trás
Seminare, segundo o DoReSol
Quando Charly García e David Lebón se encontraram em Búzios, Brasil, antes de Serú Girán tomar forma, nasceu a ideia para *Seminare*. O que hoje ouvimos como uma peça chave do repertório da banda, em seus primórdios teve um nome diferente: «La calle de la sensación». García, com aquela centelha criativa que o caracteriza, já havia esboçado a melodia nos tempos de secundarista, inspirada em uma ópera. No entanto, para dar-lhe aquele toque único e pessoal, junto com Lebón criaram uma linguagem própria, e assim, tal como ocorreu com *Eiti Leda*, o título mutou para *Seminare*, adaptando-se àquela sonoridade particular que buscavam.
Esta canção, que viu a luz como single em 1978 sob o selo Sazam Records, tornou-se um referencial. Sua melodia, que se desdobra em sol maior, ressoou em incontáveis recitais de Serú Girán, e sua presença se estendeu a álbuns posteriores como *No llores por mí, Argentina* de 1982 e *Yo no quiero volverme tan loco* no ano 2000, demonstrando sua durabilidade. A composição, assinada por Charly García e com a voz de David Lebón, erigiu-se como um marco, sendo reconhecida como uma das peças mais destacadas do rock argentino e escolhida como a melhor canção desse mesmo ano.
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