A história por trás
Sauvignon blanc, segundo o DoReSol
Esta canção fecha o terceiro movimento de LUX, o quarto álbum de Rosalía, e na edição física ocupa o décimo terceiro lugar, entre Focu ‘ranni e Jeanne. Soa como uma despedida, mas não de pessoas: de tudo o que é material. A letra se inspira em Santa Teresa de Ávila, aquela freira espanhola do século XVI que escreveu sobre sua união com o divino enquanto a Igreja a perseguia. Não há aqui adornos nem metáforas distantes; o texto vai direto ao ponto de soltar o que sobra, como se cada palavra fosse um objeto que se deixa cair no chão.
Gravada com Noah Goldstein e Rosalía à frente da produção, enquanto Daniel Lopez cuidou dos arranjos. Na mesa de mixagem estiveram Ramiro Fernandez‐Seoane, Francesco di Giovanni e Manny Marroquin, e o resultado ficou em pouco mais de dois minutos e meio. Em 2018, Rosalía já acumulava mais prêmios Grammy Latinos do que qualquer outro artista espanhol em um único ano, mas esta faixa não soa como uma celebração: soa como despojamento, como silêncio depois de largar o que já não serve.
Do álbum
LUX
ROSALÍA · 2025 · Track 13
Dados
Créditos
Letra ROSALÍA, Andrew Wyatt
Música ROSALÍA, Noah Goldstein, The‐Dream, Andrew Wyatt