A história por trás
Riders on the Storm, segundo o DoReSol
Há uma atmosfera que se cria desde o primeiro instante em Riders on the Storm, uma sensação de viagem noturna e mistério que se acentua com os efeitos de chuva e tempestade. O som do piano elétrico, com aquele toque que evoca as gotas de água, juntamente com a linha de baixo que acompanha, te mergulham de cheio. A forma como a peça foi construída, com o riff principal que se desenrola seguindo as notas de um modo Dorian, dá-lhe uma qualidade hipnótica. É a última gravação que Jim Morrison completou antes da sua partida em julho de 1971, e foi lançada como single em junho desse mesmo ano, pouco antes do seu falecimento.
A inspiração para esta canção parece vir de uma peça country, (Ghost) Riders in the Sky: A Cowboy Legend. As letras, escritas por Morrison, abordam temas sombrios, fazendo referência a figuras como o assassino Billy Cook, que se tornou conhecido pela sua história de 1953. Também foi sugerido que algumas frases refletem o afeto de Morrison pela sua companheira Pamela Courson. A gravação realizou-se no Doors Workshop em dezembro de 1970, com a ajuda de Bruce Botnick, que também se encarregou da produção juntamente com a banda. Posteriormente, em janeiro de 1971, a mistura foi concluída nos Poppi Studios, onde Morrison gravou os seus sussurros vocais para criar aquele efeito de eco tão particular. Esta peça é a última em que participaram os quatro membros de The Doors.
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