A história por trás
Reaching Out, segundo o DoReSol
Há um momento em «Reaching Out» em que os três irmãos Gibb — Barry, Robin e Maurice — sobrepõem as suas vozes num turbilhão de harmonias que parece desafiar as leis da física. Não é apenas o falsete de Barry nem o vibrato de Robin que cativa, mas sim a forma como essas camadas se entrelaçam num ritmo que bate como um coração acelerado. A canção não pede permissão: avança com uma urgência que lembra aqueles primeiros sucessos do grupo, quando ainda não dominavam o som disco, mas já sabiam como construir melodias que ficam gravadas na memória. Com os seus 4:07 de duração, «Reaching Out» não se prolonga nem se encurta: é exatamente o tempo necessário para transmitir aquela mistura de nostalgia e energia que sempre os caracterizou.
Gravada em estúdios onde coexistiam equipamentos emprestados e produtores como Albhy Galuten e Karl Richardson, esta faixa é um exemplo de como os Bee Gees conseguiam transformar limitações em virtudes. Os engenheiros John Blanche e Dennis Hetzendorfer captaram aquele som cru, mas polido, típico de uma banda que nunca deixou de experimentar. Os irmãos Gibb, nascidos na Ilha de Man e criados entre Chorlton e Redcliffe, já estavam em digressão há quase uma década quando esta canção viu a luz do dia, mas nela não se nota o cansaço: apenas aquela centelha de quem sabe que a música é, acima de tudo, um ato de conexão. O título diz tudo: não é uma pergunta, é um apelo.
Do álbum
Spirits Having Flown
Bee Gees · 1979
Dados
Créditos
Música Maurice Gibb, Robin Gibb, Barry Gibb