A história por trás
Ao abordar O que vou fazer comigo, encontramos uma peça que, embora faça parte de um álbum que não alcançou grande notoriedade na época, demonstra a habilidade de Ricardo Arjona para fazer suas composições transcenderem. O interessante é que as melodias deste disco, incluindo este tema, encontraram uma nova vida e foram relançadas em outros trabalhos posteriores do cantautor. Inclusive, versões diferentes de canções como Pele de consumo, Gitano urbano e a que nos ocupa, O que vou fazer comigo, apareceram em compilações ao lado de outros artistas, mostrando a versatilidade destas criações.
Ricardo Arjona Morales, nascido em Jocotenango, Guatemala, em 1964, construiu uma carreira notável desde seus primórdios. Antes de se dedicar inteiramente à música, teve uma fase como jogador de basquete e também exerceu como professor. Sua discografia, que até 2011 somava treze álbuns de estúdio, um disco ao vivo, nove coletâneas e quarenta e três singles, revela uma produção constante. O impacto de sua obra se reflete nas paradas de popularidade; quatro de seus álbuns chegaram ao topo do Billboard Top Latin Albums nos Estados Unidos, e dez fizeram o mesmo na Argentina. Além disso, quatro de seus trabalhos conseguiram entrar no Billboard 200. Quanto a singles, quatro alcançaram o primeiro lugar no Billboard Top Latin Songs, e sete obtiveram um lugar de destaque. Seu estilo lírico é particular, abordando uma ampla gama de temas, do amor a questões sociais como racismo, imigração, religião e violência, o que lhe rendeu um reconhecimento significativo na América Latina.