Há canções neste álbum que se tornaram pilares na carreira de Arjona. Um exemplo claro é Te conozco, que foi revisitada inúmeras vezes ao longo de suas diferentes etapas musicais, aparecendo em trabalhos como Historias, Vivo, Solo, Quién dijo ayer e até em um tributo chamado Arjona Tropical, onde ele a canta junto com Alberto. Outra peça que merece menção é Libre; a versão que você ouve aqui é a original, e três anos após este lançamento, em 1994, Ricardo Arjona decidiu incluir essa mesma gravação em seu álbum Historias. Qué voy a hacer conmigo também teve um percurso, aparecendo em Poquita Ropa, embora com uma interpretação muito distante desta primeira tomada.
A história de Del otro lado del sol tem uma nuance interessante relacionada à sua distribuição. Devido a um litígio legal com a Sony Music sobre os direitos das canções, o material tornou-se difícil de conseguir pouco depois de seu lançamento. Isso fez com que poucas cópias originais circulassem, e que o álbum praticamente desaparecesse do mercado oficial. As edições daquele ano limitaram-se a formatos de LP e cassete. No entanto, algumas versões, não autorizadas pela Sony Music e editadas por selos independentes, começaram a circular pela Internet, oferecendo até mesmo tomadas alternativas de temas como Piel de consumo, Aquí estoy, Gitano Urbano, Libre, Desde la Calle 33, Qué voy a hacer conmigo e La mujer que no soñé.