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Do álbum
Hybrid Theory
Linkin Park · 2000 · Track 1
Dados
A história por trás
Na primeira vez que ouvi Paper Cut, o que mais me chamou a atenção foi aquele riff inicial de guitarra que soa como um batimento cardíaco acelerado, quase como se a música respirasse em dois tempos distintos. Não é um único acorde sustentado, mas uma sequência curta que se repete com um ar de urgência, como se a faixa estivesse prestes a explodir a qualquer momento. O curioso é que o mesmo padrão aparece em outras faixas do álbum Hybrid Theory, mas aqui funciona como um gancho instantâneo que prende a atenção. Chester Bennington não canta sobre algo abstrato: sua voz soa como se estivesse gritando de dentro de um lugar onde ninguém o escuta, e esse contraste entre a melodia cativante e a letra carregada de frustração é o que faz com que a canção não seja esquecida.
Gravou-se em North Hollywood, nos estúdios NRG Recordings, durante um cronograma apertado que acabou definindo o som do disco. O produtor Don Gilmore buscava capturar aquela energia crua que a banda trazia dos seus primeiros ensaios em Agoura Hills, onde ainda eram apenas um grupo de músicos tocando em garagens. Linkin Park havia passado por vários nomes e formações antes de chegar a esse ponto: de Xero até a incorporação definitiva de Chester Bennington no lugar de Mark Wakefield, e esse processo de tentativa e erro se nota na forma como Paper Cut mistura rap com guitarras distorcidas sem soar forçado. O álbum foi lançado em outubro de 2000 pela Warner Bros. Records, mas a faixa já fazia parte do repertório ao vivo da banda havia meses, como se fosse um ensaio constante do que viria depois. Quando Hybrid Theory alcançou os primeiros lugares da Billboard, este tema foi um dos que mais repercutiu, especialmente na Austrália, onde acabou sendo certificado com disco de ouro.