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Hybrid Theory 2000
Álbum · por Linkin Park ↗ Ver artista

Hybrid Theory

O som de Hybrid Theory nasceu em uma garagem de Los Angeles entre 1996 e 1999, quando três amigos do colégio — Brad Delson, Mike Shinoda e Rob Bourdon — tentavam dar forma ao Xero, sua primeira banda. Gravavam em equipamentos emprestados, com recursos limitados, mas já misturavam rap com guitarras distorcidas e batidas eletrônicas. A chegada de Chester Bennington em 1999 foi o empurrão que precisavam: sua voz rouca e energia no palco terminaram de definir aquele híbrido de angústia adolescente e *riffs* cativantes. O álbum foi gravado entre março e julho de 2000 no NRG Recordings, com Don Gilmore na produção, e lançado no mercado em 24 de outubro daquele mesmo ano. Não buscavam um disco perfeito, mas um que soasse como eles: cru, direto e com *ganchos* que se fixassem na memória.

Ano
2000
Músicas
12
Duração
38 min 38 seg
Ouvir o álbum

12 música|s

Lista de músicas

# Título Disponível
01

Paper Cut

3:11
02

Now I See

3:32
03

Points of Authority

3:24
04

Plaster

2:42
05

Crawling

3:28
06

Runaway

3:12
07

The Untitled

3:34
08

By Myself

3:15
09

The Cure

2:35
10

The Cure for Mr. Hahn's Itch

3:15
11

A Place for My Head

3:11
12

Forgotten

3:19

Sobre o álbum

Hybrid Theory, segundo o DoReSol

Das doze canções, quatro se tornaram os pilares que os lançaram ao *mainstream*: One Step Closer começa com aquele grito de Chester que parece um soco no ar, Papercut brinca com *samples* de TV e letras que falam de paranoia, In the End — seu maior sucesso — mistura piano e bateria em um ritmo que todos reconhecem instantaneamente, e Crawling lhes deu seu primeiro Grammy em 2002 por Melhor Performance de Hard Rock. Mas há duas faixas que costumam passar despercebidas e que, no entanto, são essenciais para entender o DNA do disco: Points of Authority, com suas mudanças bruscas de tempo, e Forgotten, onde a bateria de Rob Bourdon e os *scratches* de Joe Hahn se entrelaçam como se fossem uma só peça. O disco vendeu mais de 10 milhões de cópias nos EUA antes de completar cinco anos, e em 2009 já superava os 24 milhões em todo o mundo. Em 2005, a RIAA o certificou como Diamond, algo alcançado por poucos álbuns a cada década.

O interessante não é apenas o sucesso comercial, mas como aquele som — uma mistura de rap metal e eletrônica — conectou-se com uma geração que buscava canções que falassem de frustração sem retoques. A letra de Crawling, por exemplo, aborda culpa e perda de controle, temas que Chester conhecia bem por seu passado. E embora as críticas ao lançamento tenham sido mistas — alguns o chamaram de "muito comercial" e outros destacaram sua originalidade —, o público não precisou de aval dos críticos: o disco continuou vendendo à razão de 100 mil cópias por semana durante anos. Até hoje, duas décadas depois, segue sendo o álbum mais vendido da banda e um dos *debuts* mais influentes do século XXI. Em 2020, para celebrar seu aniversário, a Warner Records relançou o disco com uma *demo* inédita, She Couldn’t, como *bonus*, lembrando que às vezes os acasos — como gravar em um estúdio emprestado ou escolher um cantor que não se encaixava no molde — acabam sendo a melhor fórmula.