A história por trás
Nada a Ver, segundo o DoReSol
O primeiro disco de Engenheiros do Hawaii soa como um experimento audacioso: eles misturaram ska e reggae com letras que já revelavam aquela ironia afiada que os caracterizaria. "Nada a Ver" é uma dessas canções que capturam aquele momento exato, quando a banda ainda não havia definido seu rumo definitivo, mas já deixava claro que não seguiriam fórmulas convencionais. A música dura pouco mais de três minutos, mas nesse tempo consegue algo que muitos outros não: um ritmo que oscila entre o cativante e o inesperado, como se o baixo de Humberto Gessinger e a bateria de Carlos Maltz estivessem brincando de perseguir o resto dos instrumentos sem nunca alcançá-los.Gravado em apenas quatro semanas entre maio e junho de 1986 nos estúdios da RCA em São Paulo, o disco chegou ao mercado em outubro daquele mesmo ano.
A formação original — com Gessinger, Carlos Stein, Marcelo Pitz e Maltz — nunca mais se repetiu: Pitz saiu em 1987 e seu lugar foi ocupado por Augusto Licks, marcando o início de uma nova fase. O álbum teve apenas um single, "Toda Forma de Poder", mas duas de suas faixas acabaram em telenovelas, algo que na época ajudava uma canção a transpor as ondas do rádio. "Nada a Ver" não foi dos mais promovidos, mas ficou como um testemunho dessa busca sonora que os definiria depois.
Do álbum
Longe Demais Das Capitais
Engenheiros do Hawaii · 1986 · Track 10
Dados
Créditos
Letra Humberto Gessinger
Música Humberto Gessinger