A história por trás
Mi soledad y yo, segundo o DoReSol
Esta canção não é apenas mais um tema no álbum 3, mas um daqueles cortes que acaba por definir o som de um artista. Com cinco minutos de duração, Mi soledad y yo sustenta-se numa base melódica que oscila entre o íntimo e o expansivo, onde a guitarra e a voz de Alejandro Sanz se entrelaçam sem forçar o dramatismo. O que mais salta à vista é como o tema brinca com a repetição de um motivo rítmico que parece não se fechar por completo, como se a solidão que nomeia não tivesse pressa em ir embora. Não é um recurso novo em sua música, mas aqui funciona como um círculo vicioso: o ouvinte fica preso nessa sensação de avanço e retrocesso que, no fim, acaba sendo a essência do tema.
Gravado em 1995, 3 chegou num momento crucial para Alejandro Sanz. O disco não só consolidou sua popularidade na Espanha, como também o levou a cruzar o Atlântico com força, especialmente na América Latina. Na época, ele já havia deixado para trás os primeiros anos de turnê constante e dividia seu tempo entre Madrid e Alcalá de los Gazules, onde passava temporadas. A canção, escrita por ele, faz parte dos quatro singles que promoveram o álbum, ao lado de La Fuerza del Corazón, ¿Lo Ves? e Quiero Morir en Tu Veneno — esta última, a única do disco que não é de sua autoria. O tema alcançou o primeiro lugar em vendas na Espanha segundo a Promusicae, e sua versão em português e italiano abriu portas em mercados onde o espanhol não era a língua principal. Mais tarde, em 2006, o álbum teve uma reedição com material extra, mas o núcleo de Mi soledad y yo permaneceu intacto: uma declaração que, anos depois, ainda ressoa com a mesma força.
Do álbum
3
Alejandro Sanz · 1995 · Track 3
Dados
Créditos
Letra Alejandro Sanz
Música Alejandro Sanz