A história por trás
Quando Édith Piaf compôs La Vie en rose em 1945, nem todos acreditavam no seu potencial. A sua equipa de composição e colegas consideravam-na menos impactante do que outras das suas criações. Ela própria hesitou, guardando-a por um tempo, mas no ano seguinte decidiu dar-lhe uma oportunidade. A primeira vez que a interpretou em público foi em 1946, e o público acolheu-a com entusiasmo. A canção, com a sua mensagem sobre a alegria de encontrar o amor verdadeiro, ressoou especialmente com aqueles que tinham vivido a dura etapa da Segunda Guerra Mundial. Foi este tema, com uma duração de 3:07, que catapultou Piaf para a fama internacional.
A música de La Vie en rose é atribuída a Louiguy, embora se acredite que Robert Chauvigny possa ter colaborado na sua finalização. A letra, por outro lado, é obra da própria Édith Piaf. Houve um momento em que Piaf propôs a canção a Marguerite Monnot, mas esta recusou-a. Finalmente, foi Louiguy quem aceitou assinar a música. Curiosamente, antes de ser gravada oficialmente, Piaf interpretou-a ao vivo. Uma colega, Marianne Michel, até a cantou modificando ligeiramente a letra, trocando "les choses" por "la vie". O nome da canção pode ter uma origem anterior, pois em 1943, Piaf atuou num clube noturno chamado precisamente "La Vie en Rose". O tema tornou-se muito popular nos Estados Unidos em 1950, com sete versões distintas a atingir as tabelas da Billboard, interpretadas por artistas como Tony Martin, Paul Weston, Bing Crosby, Ralph Flanagan, Victor Young, Dean Martin e Louis Armstrong.