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Lady in Satin

por Billie Holiday · Álbum Lady in Satin

Just One More Chance

Tom C Tempo 58 bpm Compasso 4/4 Duração 3:46
Capo 0
Tom C
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Just One More Chance, segundo o DoReSol

Billie Holiday gravou Just One More Chance em 1958, quando sua voz já carregava décadas de história, mas continuava sendo um instrumento vivo, capaz de transmitir o que as palavras não alcançavam. Naquela época, a cantora —conhecida como Lady Day— trabalhava há anos com pequenos grupos de jazz, reunidos pelo produtor Norman Granz em selos como Clef Records, que depois se integraria à Verve Records. Mas esta faixa, incluída no álbum Lady in Satin, tem algo distinto: não é uma música de improvisação desenfreada nem de arranjos complexos. É uma balada que se sustenta na respiração de Billie, em como ela alonga as sílabas como se cada palavra fosse um suspiro. A gravação, produzida por Irving Townsend e com engenharia de som de Fred Plaut, captura essa fragilidade com uma clareza que não esconde as rachaduras de sua voz, mas as transforma em parte essencial da interpretação.

O álbum Lady in Satin foi um dos últimos trabalhos de estúdio que Billie completou em vida. Lançado em 1958, quando ela já havia atravessado décadas de triunfos e tragédias pessoais. A canção em si, com seus três minutos e quarenta e sete segundos, funciona como um espelho desses anos: não busca impressionar com virtuosismo, mas com honestidade. Billie a canta como se soubesse que era uma das últimas oportunidades de registrar aquele som único, aquela forma de fazer até a dor soar bela. A faixa não foi um sucesso massivo na época, mas hoje, décadas depois, continua sendo um lembrete de por que sua voz segue inconfundível.

Do álbum

Lady in Satin

Lady in Satin

Billie Holiday · 1958 · Track 9

Dados

TomC
Compasso4/4
Tempo58 BPM
Duração3:46
CompositorArthur Johnston
ÁlbumLady in Satin
Ano1958
ISRCUSF095925580

Créditos

Letra Sam Coslow

Música Arthur Johnston

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