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Lady in Satin

por Billie Holiday · Álbum Lady in Satin

Just One More Chance

Duração 3:47

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Do álbum

Lady in Satin

Lady in Satin

Billie Holiday · 1958 · Track 9

Dados

Duración3:46
ÁlbumLady in Satin
Año1958
ISRCUSF095925580

A história por trás

Billie Holiday gravou Just One More Chance em 1958, quando sua voz já carregava décadas de história, mas continuava sendo um instrumento vivo, capaz de transmitir o que as palavras não alcançavam. Naquela época, a cantora —conhecida como Lady Day— trabalhava há anos com pequenos grupos de jazz, reunidos pelo produtor Norman Granz em selos como Clef Records, que depois se integraria à Verve Records. Mas esta faixa, incluída no álbum Lady in Satin, tem algo distinto: não é uma música de improvisação desenfreada nem de arranjos complexos. É uma balada que se sustenta na respiração de Billie, em como ela alonga as sílabas como se cada palavra fosse um suspiro. A gravação, produzida por Irving Townsend e com engenharia de som de Fred Plaut, captura essa fragilidade com uma clareza que não esconde as rachaduras de sua voz, mas as transforma em parte essencial da interpretação.

O álbum Lady in Satin foi um dos últimos trabalhos de estúdio que Billie completou em vida. Lançado em 1958, quando ela já havia atravessado décadas de triunfos e tragédias pessoais. A canção em si, com seus três minutos e quarenta e sete segundos, funciona como um espelho desses anos: não busca impressionar com virtuosismo, mas com honestidade. Billie a canta como se soubesse que era uma das últimas oportunidades de registrar aquele som único, aquela forma de fazer até a dor soar bela. A faixa não foi um sucesso massivo na época, mas hoje, décadas depois, continua sendo um lembrete de por que sua voz segue inconfundível.