Acordes em preparação
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A história por trás
It (’s a Monster), segundo o DoReSol
Quando It (’s a Monster) entra no riff inicial, o faz com um gancho que não solta. Não é o típico tema de hard rock dos finais dos anos 80, onde o peso está nos solos ou nos coros épicos. Aqui, o motor está em um groove que se repete com uma cadência quase hipnótica, mas que, na realidade, esconde uma estrutura rítmica que não segue a métrica tradicional. O baixo e a guitarra se entrelaçam em um padrão que, embora soe direto, tem um descompasso sutil no tempo: um loop que se estende para 7/8 no refrão, bem quando a voz de Gary Cherone começa a brincar com as sílabas. É esse pequeno desajuste que dá à canção um ar de não se encaixar direito, mas que, ao mesmo tempo, te cativa sem que você saiba bem por quê.
A gravação de It (’s a Monster) foi feita em Boston, em um estúdio emprestado, com equipamentos que não eram os de luxo das grandes gravadoras. Os engenheiros Craig Doubet e Bob St. John registraram cada tomada ao vivo, sem editar depois os erros de interpretação. O produtor Michael Wagener —que também cuidou da mixagem— buscava capturar a energia crua da banda, e nesse processo, a faixa acabou sendo um dos cortes mais longos do álbum. Não era a canção que mais se parecia com More Than Words, mas sim a que melhor refletia como o Extreme trabalhava no palco: com improvisação controlada e um som que, naquele momento, ainda não tinha um nome claro. Durava 4:25, tempo suficiente para que o riff base —que depois reapareceria em outras faixas do disco— se tornasse uma marca registrada de seu estilo.
Do álbum
Extreme II - Pornograffitti
Extreme · 1990 · Track 7
Dados