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You Gotta Go There to Come Back

por Stereophonics · Álbum You Gotta Go There to Come Back

I’m Alright (You Gotta Go There to Come Back)

Duração 4:36

Acordes em preparação

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A história por trás

I’m Alright (You Gotta Go There to Come Back), segundo o DoReSol

You Gotta Go There to Come Back é o disco em que os Stereophonics entraram no estúdio com a mesma energia dos seus concertos. Gravaram-no em tempo recorde, perseguindo aquele "ar cru" que os define: guitarras que rasgam sem polimento, vozes que soam como uma taberna e uma bateria que lateja como um coração descontrolado. Kelly Jones, o vocalista, deixou claro: não queria um disco perfeito, mas um que respirasse. E no meio daquele caos controlado, a canção que dá título ao álbum —I’m Alright (You Gotta Go There to Come Back)— brilha como um farol. Não é apenas mais uma faixa: é o grito de uma banda que sabe que, para voltar, é preciso ir embora; para se sentir bem, é preciso arriscar. O riff inicial, aquele gancho que se crava desde o primeiro segundo, funciona como um loop hipnótico: não importa quantas vezes o repitas, sempre te prende.

A gravação foi uma corrida contra o relógio. Em 2003, Jones se trancou com seus companheiros —Richard Jones no baixo, Stuart Cable na bateria— e se lançou a capturar a essência dos seus shows ao vivo. Não houve tempo para overdubs ou retoques: queriam que o disco soasse como o País de Gales, como pubs com fumaça e noites em que o álcool afrouxa as palavras. O próprio título da canção, com aquele jogo de palavras entre "estar bem" e "ir buscar o que falta", reflete essa filosofia: não há atalhos, é preciso viver para entender. Os engenheiros Andy Burden, Chris Steffen e Brian Vibberts trabalharam lado a lado com Jack Joseph-Puig na mixagem, dando ao conjunto aquele equilíbrio entre crudeza e texturas que faz com que a faixa não soe como uma demo, mas como algo vivo. Quando o álbum saiu, foi um sucesso: estreou em primeiro lugar nas paradas britânicas e vendeu mais de cem mil cópias na primeira semana. Mas o mais curioso é que foi o último disco com Stuart Cable, demitido meses depois por diferenças pessoais. A canção, então, não é apenas um hino de resiliência, mas também um documento de uma época que desapareceu rápido demais.

Do álbum

You Gotta Go There to Come Back

You Gotta Go There to Come Back

Stereophonics · 2003 · Track 8

Dados

Duração4:36
ÁlbumYou Gotta Go There to Come Back
Ano2003
ISRCGBBLK0300015