Acordes em preparação
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A história por trás
Follow Me, segundo o DoReSol
Em Autoamerican, o quinto álbum de Blondie, a banda explorou novos territórios sem perder sua essência. A faixa que abre o disco, Europa, já deixava claro o rumo: uma abertura instrumental com arranjos orquestrais que termina com a voz de Debbie Harry recitando um trecho dramático. Mas se há um corte que quebra as expectativas dentro do mesmo álbum, é Follow Me. Com apenas três minutos de duração, essa música funciona como uma ponte entre o rock dos anos 70 e o pop que dominaria a década seguinte, sem cair no previsível. O som é limpo, quase minimalista, mas com um detalhe que a faz se destacar: a produção de Mike Chapman e a gravação feita por Lenise Bent, Gary Boatner e Doug Schwartz dão um brilho que poucos temas da época conseguiram capturar.
A canção nasceu em um momento-chave para a banda. Blondie havia passado de ser um grupo de culto no Reino Unido e na Austrália a dominar as paradas nos Estados Unidos com sucessos como Call Me e Heart of Glass. Mas em Autoamerican, eles queriam ir além: misturavam disco, pop, rap e até reggae, sem deixar de lado seu DNA de New Wave. Follow Me se encaixa nesse experimento como mais um elo, embora com um ar mais íntimo do que outras faixas do álbum. Foi gravada em 1980, quando a banda já tinha claro que o rock puro não era o único caminho. A música também tocou no rádio em vários países, embora sem alcançar o impacto massivo de outros singles do disco como The Tide Is High ou Rapture —este último, a primeira música de rap a chegar ao número um nos Estados Unidos—.
Do álbum
Autoamerican
Blondie · 1980 · Track 12
Dados