Acordes em preparação
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A história por trás
Do the Dark, segundo o DoReSol
A primeira vez que você ouve Do the Dark de Blondie, o que mais chama atenção é aquele ar de mistério que envolve a canção desde os primeiros segundos. Não é uma música que te atinge com um refrão grudento ou um ritmo que te obrigue a mexer os pés, mas algo mais sutil: uma atmosfera escura construída em camadas de teclados e guitarras limpas, como se a banda estivesse contando uma história em voz baixa. O tema começa com uma passagem instrumental que lembra aqueles openings de filmes dos anos 70, onde a tensão é palpável antes mesmo de a ação começar. Debbie Harry entra com uma declamação que soa quase teatral, como se recitasse um poema em vez de cantar, e isso dá um giro inesperado ao disco Autoamerican, um álbum que, na época, estava rompendo com tudo o que a banda havia feito antes.
A música foi gravada nos Estados Unidos durante 1980, no meio das sessões de um disco que buscava explorar novos territórios. Mike Chapman, o produtor, levou a banda a um terreno onde o rock, o pop e até o rap se misturavam sem aviso, e Do the Dark é um desses momentos em que o resultado parece mais uma conversa entre músicos do que uma gravação planejada. Os engenheiros Lenise Bent, Gary Boatner e Doug Schwartz trabalharam em um estúdio que não era o habitual da banda, e isso se nota no som: mais limpo, mais detalhado, como se cada nota tivesse seu próprio espaço. Com três minutos e cinquenta e dois segundos de duração, o tema não se estende desnecessariamente, mas tampouco apressa seu desenvolvimento. É um corte que convida a prestar atenção, não a dançar.
Do álbum
Autoamerican
Blondie · 1980 · Track 7
Dados