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Honestidad brutal

por Andrés Calamaro · Álbum Honestidad brutal

Clonazepán y circo

Tom A Tempo 78 bpm Compasso 4/4 Duração 2:59
Capo 0
Tom A
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Clonazepán y circo, segundo o DoReSol

A canção Clonazepán y circo soa como uma viagem rápida entre o íntimo e o caótico, onde a guitarra se entrelaça com uma letra que parece escrita no calor do momento. Não é uma balada nem um tema épico, mas algo mais próximo de um monólogo acelerado, como se o narrador tentasse contar uma história antes que ela lhe escape. O ritmo nunca para: a bateria marca um pulso constante, e a melodia avança com essa mistura de despojamento e precisão que costuma definir o estilo de Andrés Calamaro. Algo na forma de cantar, entre sussurros e gritos contidos, lhe dá um ar de confissão urgente, como se as palavras fossem pílulas a serem engolidas depressa para não se afogar.

Calamaro chegou a este tema com a bagagem de quem já havia tocado em bandas de todo tipo, desde grupos de rock até formações de blues. Antes de gravá-la, havia passado por projetos como Raíces no Uruguai, onde começou como tecladista, e depois integrou grupos como Chorizo Colorado Blues Band ao lado do amigo Augusto Gringui Herrera. Mais tarde, em Buenos Aires, circulou entre bandas de estúdio e grupos efêmeros, como Stress, onde conviveu com Gustavo Cerati e Héctor Zeta Bosio antes que estes dois últimos formassem Los Estereotipos. Mas Clonazepán y circo não soa como um ensaio daqueles anos: tem uma urgência diferente, como se tivesse sido feita em um quarto de hotel com um teclado emprestado e a necessidade de dizer algo antes que a noite acabe.

Do álbum

Honestidad brutal

Honestidad brutal

Andrés Calamaro · 1999 · Track 4

Dados

TomA
Compasso4/4
Tempo78 BPM
Duração2:59
CompositorAndrés Calamaro / Gringui Herrera
ÁlbumHonestidad brutal
Ano1999

Créditos

Letra Andrés Calamaro, Marcelo Scornik

Música Andrés Calamaro, Gringui Herrera

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