A história por trás
Quando você ouve *Centro di gravità permanente*, você se depara com uma peça que parece brincar com imagens soltas, quase como se fossem lampejos aleatórios. Mas se você parar para pensar no que o título evoca, essa ideia de um "centro de gravidade", o próprio Franco Battiato o associava à busca por um ponto de ancoragem interno, um "eu" real onde encontrar estabilidade e poder observar o mundo de uma posição serena. Essa busca por um eixo próprio parece ser o motor da canção, influenciada talvez por leituras sobre misticismo oriental e figuras como Georges Gurdjieff. A canção, escrita com Giusto Pio, foi lançada originalmente no álbum *La voce del padrone* em 1981, um trabalho que marcou um antes e um depois na carreira de Battiato, superando um milhão de cópias vendidas na Itália e permanecendo nas paradas por semanas.
O percurso de *Centro di gravità permanente* é interessante porque transcendeu fronteiras e formatos. Foi lançada como single em vários países, incluindo a França, onde teve boa recepção, vendendo 60.000 cópias. Versões em espanhol foram até lançadas, uma em 1986 traduzida por Carlos Toro Montoro, que depois foi incluída no álbum *Ecos de Danzas Sufi*. Ao longo dos anos, Battiato a revisou em diferentes contextos, aparecendo em álbuns ao vivo como *Giubbe rosse* (1989), *Last Summer Dance* (2003) e *Live in Roma* (2016), este último gravado com Alice. A canção foi até reinterpretada por Francesco Gabbani em 2020 para um concurso de rádio.