A história por trás
Break My Body, segundo o DoReSol
Na primeira vez que você ouve Break My Body, você se depara com uma energia crua que te prende instantaneamente. O som é direto, com uma duração de apenas dois minutos e seis segundos, mas nesse tempo condensa uma proposta sonora que rompe moldes. Nota-se a mão de Steve Albini na engenharia e produção, que trabalhou com os Pixies em seu álbum de estreia, Surfer Rosa, lançado em março de 1988. Este disco, que saiu sob o selo britânico 4AD, já mostrava elementos característicos da banda, como a inclusão de letras em espanhol e referências a lugares como Porto Rico. Além disso, exploraram técnicas de gravação pouco convencionais e um som de bateria muito particular, tudo isso enquanto abordavam temas como mutilação e voyeurismo.
Embora Surfer Rosa tenha sido lançado em um contexto independente, com distribuição nos Estados Unidos a cargo da Rough Trade Records, o álbum não conseguiu se posicionar nas paradas de nenhum dos dois países. Deste trabalho se desprendeu uma única canção, uma versão regravada de Gigantic, que alcançou a posição 93 no Reino Unido. Mais tarde, em 1992, a Elektra Records relançou o álbum nos Estados Unidos. A banda, formada em Boston em 1986 por Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e Dave Lovering, caracterizou-se por um estilo que fundia influências do punk e do surf rock. Apesar de não ter alcançado grande sucesso comercial em seu país natal, seu reconhecimento na Europa, especialmente no Reino Unido, foi considerável, e seu impacto no rock alternativo é inegável, sendo reconhecidos como uma influência chave para bandas posteriores.
Do álbum
Surfer Rosa
Pixies · 1988 · Track 2
Dados
Créditos
Letra Black Francis
Música Black Francis