A história por trás
Blew Away (version 2), segundo o DoReSol
The Smashing Pumpkins criaram Blew Away (version 2) em três minutos e vinte e sete segundos de guitarra que parecem respirar. Não é uma faixa que se destaque pelo estrondo, mas pela forma como soa bem antes de se estilhaçar: há um momento em que a distorção se torna líquida, como se o riff principal se desfizesse no ar antes de cair novamente. A versão original—mais crua, mais curta—já tinha essa magia, mas aqui a produção de Butch Vig lhe dá um brilho sujo, como se a canção tivesse sido gravada em um porão com paredes que ainda vibram. Não é o som mais polido de The Smashing Pumpkins, mas é aquele que melhor captura essa mistura de fúria contida e melancolia que os define.
A canção nasceu no mesmo caldeirão que Siamese Dream, o álbum que os lançou ao mainstream em 1993. Billy Corgan a escreveu no meio das caóticas sessões de gravação, onde o perfeccionismo do líder colidia com o esgotamento do grupo. As tensões eram tão altas que Butch Vig teve de mediar entre Corgan—que queria gravar cada guitarra separadamente, camada sobre camada—e o resto da banda, que já não dormia há meses. O resultado foi um disco que vendeu mais de seis milhões de cópias e se tornou platina quatro vezes, mas Blew Away (version 2) permaneceu como um pequeno tesouro escondido: não foi single, não teve videoclipe, mas quem a ouviu a guardou como um segredo.
Do álbum
Siamese Dream
The Smashing Pumpkins · 1993 · Track 6
Dados