Acordes em preparação
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A história por trás
Ain’t She Sweet, segundo o DoReSol
Esta canção nasceu como uma valsa alegre nos anos vinte, mas em 1956 Gene Vincent e sua banda His Blue Caps lhe deram uma reviravolta inesperada: transformaram-na em um tema de rockabilly com um ritmo que oscila entre o brincalhão e o nervoso. O resultado foi um som que não se encaixava totalmente em sua época, mas que hoje soa como uma ponte entre o jazz dos salões de baile e o rock que estava por vir. A letra, simples e direta, fala de um amor que todos reconhecem instantaneamente: "Não me importa o que digam, ela é doce", e essa frase se repete como um refrão que convida a cantar em voz alta.
A versão original foi escrita por Milton Ager e Jack Yellen em 1927 para Shana Ager, filha do compositor, embora tenha acabado se tornando um sucesso nos clubes de Nova York. Décadas depois, The Beatles a incluíram em seu repertório ao vivo entre 1957 e 1962, e em 1961 a gravaram em Hamburg como parte de sua primeira sessão profissional. A canção foi um dos poucos em que John Lennon cantou sozinho, mas a gravação ficou aquém do que o grupo esperava: o som rígido da sala e a pressão de apoiar Tony Sheridan tiraram a sua frescura. Mesmo assim, aquele dia no Friedrich-Ebert-Halle ficou registrado como um momento-chave em sua evolução, ainda que a crítica da época não o visse assim. A canção, com sua duração ajustada a 2:30, continua lá, pronta para que alguém a resgate do esquecimento.
Do álbum
Bluejean Bop!
Gene Vincent & His Blue Caps · 1956 · Track 4
Dados