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🇺🇸 Estados Unidos · 1969 — presente

Wyclef Jean

O som de Wyclef Jean nasce da mistura de ritmos haitianos com o hip-hop dos anos 90, mas sempre com um toque que busca o groove. Não é só rap ou só música caribenha: onde outros separavam os estilos, ele os unia com guitarras que soam como festas de rua e letras que saltam entre o inglês e o crioulo. Nos Fugees, esse equilíbrio já era notado, mas foi em seu primeiro disco solo, Wyclef Jean Presents The Carnival (1997), que esse estilo encontrou sua própria voz. Músicas como We Trying to Stay Alive e Gone till November não soam como experimentos: soam como algo que já existia, mas que ninguém havia gravado assim antes. A produção é calorosa, com percussões que lembram os mercados de Porto Príncipe e coros que poderiam estar em um templo batista do Brooklyn. Não é um disco que se ouve: é um disco que se sente no corpo.

O salto para a cena global aconteceu quando ele assumiu os controles de The Score (1996), o segundo álbum dos Fugees. Esse disco vendeu mais de 20 milhões de cópias e deu a Wyclef o lugar que buscava: não como mais um músico, mas como o tipo de artista que podia pegar um sample de Kashmir do Led Zeppelin e transformá-lo em um hit de hip-hop sem perder a essência. Depois veio sua carreira solo, onde demonstrou que podia se mover entre gêneros sem soar forçado. Produziu o remix de No, No, No para Destiny’s Child, coescreveu Maria Maria para Carlos Santana e até subiu ao palco com Bono para tocar algo juntos. Mas onde sua capacidade de reinventar-se mais se destaca é em The Ecleftic: 2 Sides II a Book (2000), um disco que oscila entre rap, rock e até toques de reggae, com colaborações que vão de Mary J. Blige a Akon.

878K Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Wyclef Jean

Biografia

Em 2006, seu nome voltou a soar forte quando Hips Don’t Lie, de Shakira, tornou-se um fenômeno mundial. A canção não só chegou ao número um na Billboard Hot 100, como também provou que Wyclef podia criar algo que funcionasse em qualquer idioma. Mas seu trabalho mais ambicioso naquela época foi Carnival Vol. II: Memoirs of an Immigrant (2007), um disco que conta sua própria história por meio de samples, colaborações e ritmos que vão do merengue ao hip-hop. Também foi o ano em que tentou algo fora da música: em 2010, anunciou sua candidatura à presidência do Haiti, uma atitude que surpreendeu muitos, mas que encaixava com seu perfil de artista que sempre usou sua voz para mais do que apenas entretenimento. Antes, em 2004, havia coescrito Million Voices para Hotel Rwanda, uma canção que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e que segue sendo um hino de resistência.

Além dos sucessos, o que define Wyclef é essa mistura de músico de rua e produtor de estúdio. Gravou em lugares improvisados, usou equipamentos emprestados e transformou limitações em vantagens. Seu primeiro álbum solo, por exemplo, foi gravado em três dias com o que tinha à mão, e o resultado foi um disco que soava como liberdade. Ele também é um dos poucos artistas a ter figurado em 16 listas diferentes da Billboard sem se prender a um único gênero. E embora sua carreira política não tenha prosperado, seu trabalho com a Yéle Haiti — a fundação que criou para ajudar após o terremoto de 2010 — deixou claro que seu compromisso vai além dos palcos. Tem três Grammys em casa, mas o que mais importa é como sua música continua sendo uma ponte entre culturas, idiomas e gerações.

Dados

Nacimiento
17 oct 1969
País
🇺🇸 Estados Unidos
Género
Hip hop

Selos discográficos

Epic

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