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🇺🇸 Estados Unidos · 1961–presente

The Temptations

Se alguma vez ouviste aquela mistura de vozes que se entrelaçam como fios de seda sobre um ritmo que te faz mexer os pés sem pensar, provavelmente estás a ouvir o som de The Temptations. Não são apenas cinco vozes a cantar em uníssono: é um jogo de harmonias que se desmancha e recompõe em cada frase, onde o falsete de Eddie Kendricks se enreda com o barítono de Paul Williams e o baixo profundo de Melvin Franklin ancora tudo como um farol. O seu estilo nunca fica parado: começa no doo-wop dos anos 60, lança-se no soul psicadélico com Cloud Nine em 1968 —o primeiro tema da Motown a ganhar um Grammy—, e depois explora o funk, o disco e até o R&B mais moderno. O que define a sua essência não é apenas a técnica vocal, mas essa coreografia impecável que transforma cada canção num espetáculo visual. Não é por acaso que os compararam aos The Beatles no mundo do soul: ambos os grupos perceberam que a música popular pode ser arte sem perder a capacidade de emocionar o público em massa.

A reviravolta que os levou de um grupo local em Detroit a lendas da Motown chegou com uma mudança de voz principal. Em 1964, David Ruffin substituiu Elbridge Bryant e tornou-se o rosto do grupo durante a sua época dourada. Com Ruffin à frente, gravaram sucessos como My Girl (1964), onde cada nota parece desenhada para ficar gravada na memória, ou Ain't Too Proud to Beg (1966), um tema que mistura urgência e elegância. Mas o verdadeiro salto criativo chegou quando Norman Whitfield e Barrett Strong se juntaram à produção. Whitfield, obcecado com sons psicadélicos e letras cruas, levou-os a gravar Cloud Nine, um tema que quebrou moldes ao incorporar guitarras distorcidas e coros que soam como um hino. Esse disco não só lhes deu o primeiro Grammy em 1969, como também demonstrou que o soul podia evoluir sem perder a sua alma.

1 Álbuns
12 Músicas
2,4M Ouvintes/mês

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1 álbum · 1965

Discografia completa

Dados, prêmios, membros e mais

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Biografia

Para além dos sucessos comerciais, há três álbuns que mostram a versatilidade do grupo. With a Lot o' Soul (1967) captura a essência do soul clássico, com arranjos polidos e letras que falam de amor e desamor sem cair no piegas. Mas foi Psychedelic Shack (1970) que consolidou a sua reinvenção: temas como Ball of Confusion (That's What the World Is Today) usam metáforas sociais sobre um ritmo que parece saído de um filme dos anos 70, com camadas de percussão e vozes que se sobrepõem como um quebra-cabeças. Já nos anos 80, com Dennis Edwards como voz principal, Reunion (1982) levou-os de volta ao topo das tabelas, provando que a sua fórmula ainda estava vigente. E embora os membros fossem mudando —desde a saída de Kendricks e Paul Williams em 1971 até a entrada de Ali-Ollie Woodson nos anos 80— Otis Williams sempre manteve o leme, assegurando que o nome The Temptations continuasse a ser sinónimo de qualidade.

A sua influência não se mede apenas em vendas —mais de 22 milhões de álbuns vendidos até 1982— nem em prémios —quatro Grammys, incluindo o Lifetime Achievement em 2013—, mas em como a sua música continua a soar fresca décadas depois. Três das suas canções estão na lista do Rock and Roll Hall of Fame como essenciais para entender o género: My Girl, Just My Imagination (Running Away with Me) e Papa Was a Rollin' Stone. Até hoje, com apenas Otis Williams como membro original na formação, continuam a fazer turnês, provando que o som que criaram em Detroit continua irresistível. Não é exagero dizer que, no mundo do R&B, The Temptations não são apenas um grupo: são um padrão.

Dados

Nascimento
1 jan 1960
País
🇺🇸 Estados Unidos
Gênero
contemporary r&b

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Grammy de Trajetória

Selos discográficos

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