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🇦🇷 Argentina · 2019–presente

Nicki Nicole

Nicki Nicole chegou ao palco urbano com uma voz que oscila entre a melancolia e o ritmo cortante do trap argentino. Seu som não se limita ao comercial: ela mistura o R&B latino com o reggaeton e o hip hop, mas sempre com um toque pessoal que a distingue. Não é apenas a melodia que atrai, mas como ela constrói atmosferas com letras que soam como o cotidiano, como experiências que passam despercebidas até alguém colocá-las em música. O resultado é esse equilíbrio entre o íntimo e o dançante, onde cada canção parece feita para que o ouvinte se sinta identificado sem precisar de longas explicações.

O salto que a colocou no mapa não foi gradual, mas um golpe de sorte com sabor de rap de bairro. Em 2019, Wapo traketero explodiu no YouTube como um fenômeno que ninguém esperava, mas que todos precisavam: uma canção que soava como a rua, como madrugada, como histórias que se repetem em cada cidade argentina. Ainda naquele ano, a Music Sessions #13 com Bizarrap a levou além das fronteiras locais, mostrando que sua música podia ressoar na América Latina e até na Espanha. Não foi um sucesso planejado, mas o resultado de misturar a crudeza do trap com algo que faltava na cena: autenticidade sem filtros.

1 Músicas
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Mais sobre Nicki Nicole

Biografia

Recuerdos (2019) foi seu primeiro álbum, mas já deixava claro que não seria mais uma artista qualquer. Músicas como Años luz ou Shorty demonstravam que ela podia brincar com estruturas simples, mas eficazes, enquanto Plegarias acrescentava um tom mais introspectivo. Depois veio Parte de mí (2021), onde o som ficou mais emocional, quase como se ela tivesse trocado o microfone por um caderno de anotações. Colaborações com Rauw Alejandro e Dread Mar I deram um ar fresco, mas sem perder aquela essência que a torna instantaneamente reconhecível.

Em 2023, Alma foi uma guinada para o experimental, com colaborações que iam de Young Miko a Milo J. Canções como Ya no ou Tienes mi alma mostraram uma Nicki Nicole mais madura, menos interessada em seguir fórmulas e mais focada em contar histórias de dentro. Sua turnê Nicki Nicole abre su alma a levou a lotar o Movistar Arena em Buenos Aires, mas também a palcos em Marrocos, Espanha e Estados Unidos, confirmando que sua música já não tem fronteiras.

Naiki (2024) foi o próximo passo: um disco mais sombrio, com colaborações com Duki e Khea, que dividiu opiniões, mas deixou claro que ela não gosta de ficar parada. Ainda naquele ano, seu nome apareceu na lista de indicados ao Grammy 2026 na categoria de música urbana, algo que poucas artistas argentinas alcançaram. E em 2026, ela levou sua música ao Teatro Colón com um concerto sinfônico, algo que ninguém esperava de uma figura do trap argentino. Com convidados como Cazzu, Jorge Drexler e Milo J, ela provou que pode se reinventar sem perder o que a torna única: aquela capacidade de se conectar com o público a partir do mais pessoal.

Dados

Nascimento
25 ago 2000
País
🇦🇷 Argentina
Gênero
alternative r&b

Selos discográficos

Sony Latin