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🇺🇸 Estados Unidos · 2005–presente

Lana Del Rey

Se alguma vez ouviste uma canção que soa como um filme a preto e branco com luzes de néon, é provável que estejas a ouvir uma música de Lana Del Rey. A sua música não é apenas pop: é uma viagem pelo glamour decadente, pela nostalgia e pela melancolia, com letras que parecem tiradas de um poema escrito às três da manhã. A voz de Del Rey não é aguda nem forçada; é grave, quase um sussurro, como se cada palavra saísse de um disco de vinil gasto. Há algo no seu som que lembra os anos 50 e 60, mas com um toque moderno: usa samples de sucessos antigos, coros que soam como hinos e guitarras que se arrastam como sombras. Não é coincidência que as suas canções soem como a banda sonora de uma vida que nunca viveu, mas que todos desejamos.

O momento em que passou de artista underground a fenómeno global foi em 2011, quando "Video Games" se tornou viral sem que ninguém a empurrasse. Não houve um plano de marketing agressivo nem um escândalo; apenas uma canção crua, com um vídeo caseiro onde ela canta olhando para a câmara enquanto alguém grava com um telemóvel. Esse gesto simples capturou algo que o público procurava: autenticidade num mundo saturado de imagens polidas. Assinou com a Polydor e a Interscope, mas o que se seguiu não foi uma ascensão meteórica, mas um trabalho paciente. O seu segundo álbum, Born to Die (2012), misturou hip hop suave, cordas dramáticas e letras sobre amor e perdição, e embora inicialmente os críticos não soubessem onde a classificar, o disco acabou por ser um dos mais duradouros nas tabelas: passou mais tempo no Billboard 200 do que quase qualquer outro álbum de uma mulher na história.

5,4M Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Lana Del Rey

Biografia

Com Ultraviolence (2014), deu uma viragem para o rock obscuro, com guitarras distorcidas e uma produção que soava como garagem dos anos 70. Não foi uma mudança radical, mas uma evolução natural: Del Rey sempre usou a música como reflexo dos seus estados de espírito, e esse disco nasceu num momento de introspeção. Depois veio Honeymoon (2015), onde regressou às suas raízes cinematográficas, mas com um ar mais poético, como se cada canção fosse um capítulo de um romance que ninguém mais escreveu. O salto mais notável chegou com Norman Fucking Rockwell! (2019), um álbum que a consolidou como uma das melhores compositoras da sua geração. Aí, as guitarras acústicas e os arranjos minimalistas deram espaço a letras que falavam de solidão, fama e o peso dos sonhos partidos. O álbum até recebeu uma nomeação para os Grammy como Álbum do Ano, algo que poucos esperavam de uma artista que nunca se ajustou às regras do jogo.

Em 2023, lançou Did You Know That There's a Tunnel Under Ocean Blvd, um título que já soa como poesia. O disco é introspectivo, quase confessional, com canções como "A&W" que misturam confissões pessoais com um coro que parece um hino. Nesse mesmo ano, "Say Yes to Heaven" entrou no top 20 global, demonstrando que, décadas depois do seu primeiro sucesso, Del Rey continua a encontrar formas de se conectar com novas gerações sem perder a sua essência. Também deixou a sua marca fora da música: escreveu um livro de poesia e fotografia, Violet Bent Backwards Over the Grass, e colaborou em bandas sonoras de filmes como The Great Gatsby e Big Eyes, onde a sua voz se sente como mais um personagem. Até em 2026, juntou-se ao compositor David Arnold para criar a música do videojogo 007: First Light, provando que o seu som transcende géneros e formatos.

O mais interessante em Del Rey não é apenas a sua música, mas como a constrói: letras que soam como diários pessoais, samples que evocam nostalgia antes de existirem, e uma voz que parece cantar do passado. Não é uma artista que procura ser perfeita; é uma que prefere soar real, mesmo que isso signifique que as suas canções durem mais nas tabelas do que na rádio. E num mundo onde a música se consome depressa, ela continua lá, como um disco que nunca envelhece.

Dados

Nascimento
21 jun 1985
País
🇺🇸 Estados Unidos
Gênero
alternative pop

Prêmios e reconhecimentos

  • Brit Awards
  • MTV Video Music Award

Selos discográficos

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