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🇦🇷 Argentina · 1976 — presente

La Máquina de Hacer Pájaros

A Máquina de Fazer Pássaros nasceu quando Charly García buscou expandir o som de Sui Generis com dois teclados no palco, algo incomum no rock argentino da época. A banda reuniu Oscar Moro na bateria —ex-integrante de Los Gatos e Color Humano—, José Luis Fernández no baixo —que vinha de Crucis—, e incorporou Gustavo Bazterrica na guitarra após vê-lo tocar em um show em Córdoba. Mais tarde, chegou Carlos Cutaia para reforçar os teclados, formando um quinteto que soava como Genesis, Yes e Steely Dan, mas com um toque próprio: melodias elaboradas sem perder a acessibilidade. O resultado foi um rock sinfônico que, em plena efervescência do gênero na Argentina, ousou soar diferente.

O grupo estreou no pequeno local La Bola Loca na Capital Federal, onde ensaiavam com um coral feminino —Ana María Quatraro e Héctor Dengis— antes de ganhar espaço no circuito. Charly resumiu assim: “Queremos fazer música que se entenda, mas sem simplificar”. No entanto, em 1976, o público argentino ainda preferia os shows massivos de Sui Generis, e os dois discos que gravaram —La Máquina de Hacer Pájaros (1976) e Películas (1977)— passaram quase despercebidos. O estilo, com suas mudanças de compasso e arranjos densos, chocava-se com o que se esperava de uma banda local naquela época.

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2 álbuns · 1976 — 1977

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Dados, prêmios, membros e mais

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Biografia

Sua última apresentação foi no Festival del Amor no Luna Park, em 11 de novembro de 1977, onde incluíram uma versão de “Volver a los diecisiete” de Violeta Parra. O público, mais acostumado ao rock do que ao folclore, não reagiu como esperado. Pouco depois, Charly foi para o Brasil e, a partir dali, nasceu Serú Girán. Embora não tenham tido sucesso na época, hoje são lembrados como uma das apostas mais audaciosas do rock argentino: uma ponte entre o progressivo internacional e o som local, onde a ambição musical não ofuscou a busca por melodias que conectassem.

Dados

Nascimento
1 jan 1976
País
🇦🇷 Argentina
Gênero
Rock progressivo

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