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🇬🇧 Reino Unido · 2010–presente

Harry Styles

O som de Harry Styles não se parece com nada que você já tenha ouvido antes no pop. Não é só a voz — essa mistura entre aguda e grave que parece se mover em camadas — mas como ele a usa: às vezes sussurrando, outras com um ar de rock clássico, e sempre com uma confiança que não pede licença. Desde seus inícios com One Direction, já se destacava por sua capacidade de conectar emocionalmente sem cair no piegas, algo que depois levaria para sua carreira solo. Mas onde mais se nota é em como ele brinca com os gêneros: pega o soul dos anos 70, o rock dos anos 80 e o pop moderno, misturando-os até soarem frescos, como se cada música fosse um pequeno experimento sonoro baseado no que ele ouvia quando criança em Cheshire. Não é um artista que se encaixa em caixinhas; é aquele que se reinventa sem perder sua essência.

Sua transição para a música solo não foi uma simples mudança de formação, mas um giro inesperado. Depois de anos de turnê com One Direction e viver aquela espécie de beatlemania moderna, ele decidiu que queria algo diferente: menos massivo, mais pessoal. Gravou seu primeiro álbum na Jamaica com uma equipe pequena e um produtor como Jeff Bhasker — sim, o de Bruno Mars e Kanye West — que o ajudou a polir aquele som entre rock e pop que já se notava em suas versões de Elton John ou Queen. O resultado foi Harry Styles, um disco que estreou com "Sign of the Times", uma balada que não soa como um debut, mas como uma declaração de intenções: ali já estava sua assinatura, aquela mistura de dramaticidade e simplicidade que o tornaria diferente.

3,4M Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Harry Styles

Biografia

Com Fine Line (2019), ele deu um passo adiante. O álbum vendeu mais do que qualquer outro de um artista inglês em sua primeira semana nos EUA, e não foi por acaso: canções como "Watermelon Sugar" ou "Adore You" têm aquele gancho melódico que cativa desde o primeiro acorde, mas também letras que falam de amor sem cair em clichês. O curioso é que, enquanto muitos ex-integrantes de bandas de garotos optam por sons mais seguros, ele se permitiu experimentar: do funk de "Lights Up" ao rock suave de "Golden". E não só na música: em 2021, "Watermelon Sugar" lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Pop Solo, e no ano seguinte, Fine Line entrou na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone. Mas o que mais fala de seu impacto é como essas canções se tornaram hinos geracionais sem precisar soar como hinos.

Depois veio Harry’s House (2022), um disco que confirmou que ele não era um fenômeno passageiro. "As It Was", seu primeiro single, quebrou recordes no Spotify e se tornou a música mais ouvida do ano no mundo. Não era só um sucesso comercial, mas algo mais: uma canção que, com seu ritmo grudento e sua letra sobre mudança, ressoava em pessoas de todas as idades. E aí está a magia de Styles: ele faz o massivo soar íntimo, o comercial não perder profundidade. Até sua incursão no cinema — de Dunkirk a Eternals — segue essa linha: personagens complexos, mas com uma humanidade que os torna próximos. Não é um artista que se leva muito a sério, mas tampouco um que abaixa a guarda. E isso, no fim das contas, é o que o torna tão interessante.

Dados

Nacimiento
1 feb 1994
País
🇬🇧 Reino Unido
Género
Funk

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Brit Awards
  • MTV Video Music Award

Selos discográficos

Erskine