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Belém, Brasil · 1978 — presente

Gaby Amarantos

A voz de Gaby Amarantos é uma ponte entre o ancestral e o futurista. Desde seus primeiros passos no coral da Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, no bairro de Jurunas, em Belém, seu registro grave, mas aveludado, já chamava atenção. Não demorou para levar essa potência aos bares da cidade com a Banda Chibantes, onde o violinista Cléber Viana lhe deu um acompanhamento íntimo. Mas foi com o tecnobrega —esse ritmo que explodiu no Norte do Brasil— que encontrou seu som mais reconhecível: uma mistura de eletrônica, melodias populares e uma energia que se sente em cada nota. Sua estética, com pulos gigantes, sapatos de 20 centímetros iluminados com leds e figurinos que desafiam as cores convencionais, não é apenas uma fantasia: é parte de sua identidade, como se cada acessório contasse uma história de resistência e celebração.

A fama chegou em 2009, quando ela fez uma versão de Single Ladies (Put a Ring on It) de Beyoncé com um toque local. A canção, adaptada por Os Brothers, viralizou e lhe rendeu o apelido de "Beyoncé do Pará". Mas a virada mesmo foi em 2012, quando lançou seu primeiro disco solo, Treme, produzido por Carlos Eduardo Miranda e Felix Robatto. Ali, não só confirmou sua capacidade de reinventar ritmos, como também mostrou que podia ser cabeça de cartaz: a música Ex Mai Love virou tema da novela Cheias de Charme da Rede Globo, e Xirley acumulou mais de 300 mil visualizações no YouTube sem precisar de promoção massiva. Ela não buscava ser uma estrela global, mas sim que sua música soasse autêntica em cada esquina do Brasil.

1970s
1 Álbuns
22 Músicas
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1 álbum · 2025

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Biografia

Em 2021, quase uma década depois de Treme, chegou Purakê, um álbum que leva o nome de um peixe elétrico amazônico para falar de sua própria energia. Produzido ao lado de Jaloo, o disco reuniu lendas como Ney Matogrosso, Elza Soares e Liniker, cada uma acrescentando um matiz diferente ao seu universo. As letras, repletas de referências à identidade negra e indígena, refletem sua jornada pessoal: em 2017, um teste de DNA revelou suas raízes afro-brasileiras, indígenas e luso-brasileiras, o que a levou a viajar para Guiné-Bissau para se conectar com essa herança. Hoje, além de cantar, é técnica no The Voice Kids e apresentadora no Saia Justa, mas continua, acima de tudo, uma voz que não se deixa rotular.

Dados

Nascimento
1 ago 1978
País
🇧🇷 Brasil

Influências

CN Clara Nunes

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