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🇻🇪 Venezuela · 1987–presente

Carlos Baute

Se há algo que define Carlos Baute é sua capacidade de misturar o tradicional com o moderno sem perder a essência. Desde seus primeiros passos na música, o venezuelano mostrou que podia pegar ritmos caribenhos e lhes dar um toque pop sem trair suas raízes. Em Orígenes I (1994) e Orígenes 2 tambores (1996), por exemplo, não só gravou o folclore venezuelano, como também o atualizou com arranjos que soavam frescos mesmo décadas depois. Não era um simples exercício de nostalgia: era uma forma de dizer que a música de sua terra podia dialogar com outros estilos sem perder identidade. Esse equilíbrio entre o local e o global tornou-se sua marca, algo que depois repetiria em álbuns como Yo nací para querer... (1999), onde a percussão afro-caribenha e os sintetizadores pop se entrelaçavam em canções que soavam como Venezuela, mas também como algo mais universal.

A mudança para a Espanha em 1999 marcou um antes e um depois em sua carreira. Yo nací para querer... não só lhe deu seu primeiro disco multiplatina — mais de meio milhão de cópias vendidas —, como também o posicionou em um mercado que até então lhe era alheio. O interessante não foi apenas o sucesso comercial, mas como conseguiu que um novo público se conectasse com sua música. O disco, produzido junto a Yasmil Marrufo, foi o primeiro em que assumiu o papel de produtor, um detalhe que demonstrou sua evolução além da interpretação. Mas o momento-chave chegou quando escreveu Te quise olvidar, uma música que acabou nas mãos do MDO e se tornou um hit juvenil, abrindo-lhe as portas para uma fase como compositor para outros artistas. Ainda naquele ano, assinou com a EMI Publishing, um passo que lhe permitiu explorar a criação por outra perspectiva.

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Biografia

Em Dame de eso (2002), produzido por Emilio Estefan, Baute deu uma guinada mais pop, embora sem abandonar totalmente o folclore que o definia. O disco, gravado em Miami e lançado primeiro na Espanha, lhe deu dois números um nas paradas daquele país e consolidou sua presença na Europa. Mas foi Peligroso (2004) que mostrou seu lado mais pessoal: todas as canções foram escritas e compostas por ele mesmo, com letras que exploravam o amor e a sensualidade sob um olhar latino sem filtros. A produção em Los Angeles com Humberto Gatica lhe deu um som mais polido, mas sem perder aquela crudeza que sempre o caracterizou. Depois, em Baute (2005), gravado em Madri com Carlos Quintero, o venezuelano demonstrou maturidade compositiva: canções como Te regalo — que acabou na trilha sonora da telenovela chilena Versus — e sua participação em programas como Gala Miss Espanha ou ¡Ala... Dina! o tornaram um rosto conhecido além da música. Naquele momento, já não era apenas um cantor venezuelano na Espanha: era um artista que havia construído seu próprio caminho, entre o pop, o folclore e a atuação.

Dados

Nascimento
8 mar 1974
País
🇻🇪 Venezuela
Gênero
latin

Selos discográficos

Warner Music Spain