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🇬🇧 Reino Unido · 1978–1984

Badfinger

O som de Badfinger se sustenta em melodias que soam como hinos íntimos: guitarras limpas entrelaçadas com vozes próximas, como se cada nota tivesse sido feita para ser cantada em uma garagem ou em um palco pequeno. Eles não buscavam o brilho dos grandes espetáculos, mas sim um pop-rock com gancho, direto e ansioso para tocar no rádio sem perder sua essência acústica. Essa mistura de ternura e energia os diferenciou desde o início, ainda antes de mudarem de nome. Quando ainda eram The Iveys, já testavam versões de canções de The Beatles e do soul britânico, mas foi ao assinar com a Apple Records que encontraram sua identidade: músicas como “Come and Get It”, escrita por Paul McCartney para um filme, lhes deu o primeiro golpe de sorte. A canção tem aquele riff que parece simples, mas que gruda na memória, e a produção soa como de um estúdio emprestado, sem pretensões, como se tivessem gravado em uma única tomada.

O momento em que a banda passou de um grupo promissor a um fenômeno internacional chegou com “No Matter What”. A canção tem um refrão que se repete como uma batida, com harmonias vocais que lembram os coros de The Beatles, mas com um ar mais urgente. Foi o primeiro grande sucesso que eles escreveram sozinhos, sem ajuda de um Beatle, e chegou justo quando a banda começava a entender que sua música podia cruzar fronteiras. Mas naquele mesmo ano, “Without You” —uma balada escrita por Pete Ham e Tom Evans— se tornou um tema que todos queriam regravar. A versão de Harry Nilsson a levou ao primeiro lugar nos Estados Unidos, e anos depois, Mariah Carey a reviveu para uma nova geração. Naquela altura, Badfinger já era sinônimo de canções que podiam soar tanto em um bar quanto em um estádio.

1 Músicas
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Biografia

Sua fase na Apple Records foi curta, mas intensa. Entre 1968 e 1973, lançaram cinco álbuns em que cada disco parecia explorar um ângulo diferente: do pop luminoso de Magic Christian Music —que incluía a canção que os lançou, “Come and Get It”— ao rock mais contundente de Straight Up, onde “Day After Day” brilhava com a produção de George Harrison. Mas o problema não estava na música, e sim no que acontecia fora do estúdio. Seu empresário, Stan Polley, os meteu em um labirinto de contratos e dívidas que os deixou sem dinheiro e sem liberdade criativa. Quando a Apple Records ruiu, a banda tentou seguir em frente com a Warner Bros., mas as coisas pioraram: seu álbum Wish You Were Here foi retirado das lojas apenas sete semanas após o lançamento, deixando os músicos sem renda em um momento crítico. A pressão foi demais. Pete Ham, o líder e principal compositor, tirou a própria vida em 1975, deixando uma nota em que acusava diretamente Polley. Dois anos depois, Tom Evans, outro pilar do grupo, correu o mesmo destino. A história de Badfinger ficou marcada por esses golpes duros, mas também por canções que, décadas depois, ainda soam frescas.

Hoje, canções como “Baby Blue” ganharam uma segunda vida graças à televisão: apareceu no final da série Breaking Bad, e sua letra melancólica —“Guess I got what I deserve”— ganhou um novo sentido para quem a ouviu pela primeira vez naquele contexto. Não é coincidência que uma banda que sempre buscou soar autêntica acabasse sendo lembrada por como suas canções ressoam em momentos inesperados. Seu legado não está em prêmios ou recordes, mas nessas melodias que, até hoje, convidam a pegar uma guitarra e cantar em voz alta.

Dados

Nacimiento
1 ene 1969
País
🇬🇧 Reino Unido
Género
Blues rock

Selos discográficos

Radio

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