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Poderoso 1993
Álbum · por Marcos Witt ↗ Ver artista

Poderoso

Em 1993, Marcos Witt gravava em Poderoso um disco que soava como algo mais do que um álbum de música cristã. Não era o lançamento típico da época: misturava guitarras limpas com coros que se abriam como ondas, e letras que não pediam desculpas pela fé, mas a celebravam sem rodeios. Witt havia fundado a CanZion Producciones anos antes, quando ainda não havia muitos selos em espanhol dedicados a esse estilo, e esse gesto já falava de sua intenção: fazer música que ressoasse com força na América Latina e além. O som de Poderoso não buscava soar como rock ou pop religioso padrão; tinha um ar mais orgânico, como se as canções tivessem nascido em reuniões pequenas antes que em estúdios polidos.

Ano
1993
Músicas
1
Duração
2 min 50 seg

1 música|s

Lista de músicas

# Título Disponível
01

tu fidelidad

em breve

2:50

Sobre o álbum

Poderoso, segundo o DoReSol

Das nove canções, três se destacam por como definem o disco. Poderoso abre com um ritmo que se fixa desde a primeira batida, como se o título não fosse apenas uma palavra, mas uma declaração. Exáltate leva essa energia a outro nível, com um refrão que convida a cantar em grupo sem soar forçado. E Tu nombre oh Dios fecha com uma melodia que parece feita para fechar os olhos e respirar fundo, como se o álbum quisesse deixar o ouvinte em um lugar diferente de onde começou. Não é por acaso que, décadas depois, essas três ainda são as mais lembradas: nelas está a essência do que Witt queria transmitir.

O curioso é que este disco chegou justo quando o artista já tinha anos no meio. Witt havia crescido entre o México e os Estados Unidos, criado por pais missionários que lhe ensinaram que a música podia ser uma ponte, não apenas um entretenimento. Quando Poderoso saiu, ele já havia gravado seu primeiro álbum, Canción a Dios, mas este disco marcou um antes e depois: vendeu mais do que o esperado para um projeto independente em espanhol e se tornou um referencial que muitos artistas posteriores tentaram emular. Não havia prêmios ou campanhas milionárias por trás, apenas a convicção de que, às vezes, o autêntico acaba sendo o mais poderoso.